Fanfictions de Rose Angel

 

Por acaso a felicidade
http://fatorx.net/fatorxuberporacasoafelicidade.htm

Dando asas aos sonhos
http://fatorx.net/fatorxuberdandoasasaossonhos.htm

Encontros
http://fatorx.net/fatorxuberencontroangel.htm

A herdeira
http://fatorx.net/fatorxuberaherdeira1.htm

 

Rapidinha de Paulinha com a sensacional escritora Rose Angel

 

1 - Confesso que estou feliz por entrevistar a autora da qual eu li a primeira Fic. E sei que comecei lendo coisa boa. Agora e a autora Rose Angel, como descobriu o mundo das fics?

R.: Gratificante saber que tomaste gosto pelas fics a partir de algo que escrevi. Agradeço as palavras elogiosas e de carinho. Quando me descobri super fã do seriado Xena passei a navegar pelas páginas dos sites dedicados aos fãs do seriado e isso faz tempo... Os primeiros sites que acessei na época foram o FatorX e um outro site chamado FanReal. Confesso que o FatorX me encantou e é meu xodó até hoje. Tanto que quando me aventurei a escrever foi através do FatorX que divulguei as fics.

2 - Suas histórias geralmente pegam temas bem realistas, e cada fic sua as personagens eram bem diferentes. De onde surgem as idéias?

R.:Do cotidiano. Trabalho na área das ciências humanas, e quando se trabalha com pessoas a gente acaba conhecedor da natureza humana. E também sou relativamente boa observadora da vida... Acho que é por conta disso que surgem as personagens.

3 - Você praticamente desapareceu do Fator, o que deixou as leitoras que te adoram, desesperadas. Tem alguma notícia boa pra nos dar em relação ao seu retorno e novas fics?

R.: Pois então... rsrsrs...
Na verdade o que me falta é tempo para escrever. Meu dia a dia é repleto de compromissos, tanto de trabalho quanto familiares. Acabo sem conseguir dedicar tempo para a escrita. Confesso que sinto falta, até já surgiram algumas idéias, alguns temas, personagens... mas, vamos ver se em 2008 eu consigo botar alguma coisa no papel. Quem sabe...

4 - Você já escreveu Fics clássicas e ubers. Qual delas gosta mais de escrever?

R.: As duas. Comecei com as Clássicas, depois fiquei abusada e resolvi arriscar nas outras. E deu no que deu... rsrsrs... De fato as Ubers dão mais trabalho, pois é necessário criar personagens com traços psicológicos diferentes, para as histórias não parecerem muito repetitivas. Isto demanda mais concentração e planejamento. Mas é bom igual!


5 - Alguma dessas fics no estilo uber você se identificou com a história, ou tudo foi apenas imaginação mesmo?

R.: Em relação aos enredos foram todos frutos da imaginação, não tem nenhum que eu possa dizer que é parecido com minha história de vida, no entanto as referências a lugares e cenários quase sempre surgem de locais onde já estive e paisagens que já visualizei. Obviamente que se eu escrever algum conto ambientado em Marte isto se torna sem efeito!

Já em relação aos aspectos emocionais e reações das personagens, quase sempre tem tudo a ver com o que eu penso e inúmeras vezes em como eu lidaria com as situações, guardadas as devidas proporções, afinal se trata de ficção. E também muitas vezes existem semelhanças com as pessoas que convivo.

6 - Algumas autoras têm bloqueios enquanto escrevem, seja por problemas pessoais, profissionais ou até mesmo por não saber que rumo tomar na história. Isso aconteceu com você?

R.: Nunca. Como eu sou meio metódica acabo trabalhando por etapas. Em primeiro lugar imagino a história em si, ou pelo menos me vem a idéia do enredo central, de um tema para servir como pano de fundo. Depois disso crio quase todos os personagens da história. Aí faço uma espécie de “esqueleto” do conto, com o desenrolar de algumas situações já idealizados na minha cabeça... Coisa de doido, né? Mas funciona! Bom, depois dessa espécie de “organograma ficcional” (amei esse termo!) aí a coisa fica fácil... É só sentar e escrever!

7 - Tem alguma autora a quem admire e que serviu de incentivo para você escrever?

R.: Com certeza. Quem me estimulou a escrever foi a A.L.Benner, foi tudo culpa dela! Rsrsrs... Esta garota escreve bem pra caramba! Assim como a Paula Marinho. São histórias muito bem redigidas, com um desenrolar coerente e conteúdo muito interessante. Para quem ainda não conhece fica a sugestão. As duas estão aí nos Uber do FatorX!

8 - Como você reage aos feedbacks que recebe? Já recebeu alguma sugestão inusitada?

R.: Costumo responder a todos e-mails que recebo. Não me lembro de nenhuma sugestão inusitada. Costumo receber muito incentivo, algumas críticas, enfim, tudo é bem vindo. E respondido!

9 - Sei que no fator tem muitas autoras novas e que admiram muito você, e elas sempre dizem que você as inspirou. O que tem a dizer para essas fãs que agora seguem o mesmo caminho?

R.: É bacana ouvir esse tipo de colocação... Bom saber que se é inspiração de alguma coisa, principalmente em se tratando de um tema tão bonito e interessante quanto é o “universo xenístico”. O que tenho para dizer é: guriazinhas... dêem asas à imaginação meeeesmo! Coloquem no papel (ou no PC, afinal papel é coisa antiga, assim como eu... rsrsrs...) o que vocês idealizam, mesmo que sejam idéias utópicas ou malucas ou fora dos padrões (mas não exagerem, please...), afinal grandes fics surgem as vezes de pequenas idéias, de situações simples do cotidiano, daquilo que está bem do ladinho da gente. Aí é só enfeitar um pouco e pronto!

10 - A autora Rose Angel todo mundo sabe que escreve belíssimas fics. Agora conta um pouco de você, porque o pessoal do Fator X é curioso.

R.: Bom... Vamos lá então.

Sou Porto Alegrense, moro num bairro distante do centro, meio zona rural, numa casa onde curto meus cães e gatos. Sou “casada” ha quase 20 anos (com a mesma mulher!!!) que é o meu porto seguro e a minha paixão incondicional. Me considero uma pessoa muito simples. Gosto de observar o mundo, literalmente. Me faz bem sentar e olhar para a natureza ao meu redor. Como moro num lugar privilegiado tenho a dádiva de poder sentar às margens do Rio Guaíba e curtir a energia da água. Também me faz bem observar os animais, os que tenho em casa, inclusive os pássaros e os insetos (outra coisa de gente doida... mas como de perto ninguém é normal mesmo, vamos lá!). E quando falo em pássaro me refiro aos que vivem soltos. Detesto pássaros engaiolados. Não consigo digerir a idéia de gradear seres alados. E nada do que me argumentaram até hoje me convenceu do contrário. E me desculpem os que acham normal aprisionar pássaros, mas eu não consigo aceitar... A visão de gaiolas me faz sentir mal. Deve ser coisa de outra vida. Fazer o que? Como já disse acima, trabalho com gente, sou Assistente Social. Nas horas vagas (que são poucas!) adoro escrever, desenhar, pintar em madeira e cerâmica, enfim, curto esse lance de trabalhos artesanais. Adoro costurar! Quer me ver contentinha? Me dá uma blusa para costurar botões! Ou meia para cerzir. Outra coisa de doido, viu? Mas também gosto de coisas normais, tipo banho de mar (com direito à prancha e muitas ondas), Lucy Lawless (he, he, he... ninguém é de ferro...), gastar dinheiro em shopping, ler gibis, assistir TV, fazer palavras cruzadas, viajar e curtir boas companhias.
Geralmente sou bem humorada, aliás, quem convive comigo diz que tenho um bom humor irritante. Não pago imposto pra rir, principalmente dos outros, obviamente. Preciso me controlar para não fazer gracinhas em locais mais formais, assim como no Fórum, ou velórios.
Não tenho filhos, mas sou ótima tia e madrinha! O lado bom de ser tia é que não precisa educar, aliás, pode deseducar mesmo! Tia pode dar um monte de porcarias antes do almoço, dar montanhas de sorvete, deixa andar descalço, tomar banho de chuva, comer goiaba sem lavar (e sem olhar se ta bichada), deixa soltar pum dentro de casa (e ainda ri!), enfim, deixa uma grande parte de coisas que mãe não deixa! Mas que é bom pra caramba! Aqui em casa eu sou a tia que deseduca e a minha mulher é a tia “grilo falante”, aquela que coloca ordem na bagunça. Mas tem funcionado bem... Pelo menos até hoje sobrevivemos todos.
Apesar desse meu lado “palhaço”, também tenho o meu lado “certinho”. Não tolero algumas coisas, como desrespeito pelos outros, principalmente pelos mais velhos. Não admito que invadam minha privacidade, a menos que eu permita. Descarto gente que insiste em forçar uma intimidade comigo que não tem. Detesto baixaria, tipo gente que fala alto em locais públicos ou que gosta de chamar atenção. Me incomoda gente “espaçosa”, pessoas que não conseguem se dar conta onde termina o seu espaço e começa o espaço do outro. Acredito que o poder de transformar todas as coisas está nas nossas mãos. E a gente transforma não com palavras, mas com exemplos. Acredito que a sociedade só vai se tornar mais justa se educarmos nossos filhos com valores solidários e de respeito ao próximo. E quando entendermos que questões fundamentais como planejamento familiar, controle de natalidade, inclusão social, igualdade de direitos e educação não podem ser tratadas com hipocrisia, tanto a religiosa quanto a social. Enfim, o que hoje pode parecer um ideal utópico pode se transformar em realidade, basta haver gente que compre certas brigas. Eu procuro fazer a minha parte...