Era uma vez na Grécia...

Mary Stocks

Contato: Marylda_xwp_@hotmail.com

 

 

Traduzir página Web:

de



ESCLARECIMENTOS INICIAIS:

        Minha primeira fic clássica (-wee). Bom, só pra lembrar que Xena e Gabrielle são propriedades da Renassaince Pictures e da Universal (blergh). Enfim, espero que vocês gostem deste primeiro capitulo (que foi escrito em tempo recorde de 01h48). Eu realmente me diverti muito escrevendo.

OBSERVAÇÕES:

        - Esta fic é uma comédia romântica, portanto se você procura por um drama, está no lugar errado.

        - Se alguém não souber quem é “Alesia” que a Gabby cita na primeira linha da fic, assistam ao episodio “4x12 – If the Shoe fits (Se o sapato couber)”, ela é aquela garotinha.

        -Vale lembrar que: se você é homofóbico, ou é menor de idade, é bom ir vazando daqui.

AGRADECIMENTOS:

        - Quero agradecer as minhas betas readers: Kaka e Luana por sempre estarem me ajudando toda vez que eu me meto a escrever uma fic nova.
        - Também quero agradecer ao meu anjinho por me fazer feliz cada dia mais. s2

CONTATO PARA SHOWS:

Marylda_xwp_@hotmail.com

Thx fellas.
Boa Leitura,

Mary Stocks.


Capítulo 01

- Sabe Xena, depois de ter ajudado Alesia a ter um final feliz, eu realmente gostei dessa história de criar um 'conto de fada'. Você acha que eu conseguiria criar um?

- Por que não? Você pode tudo Gabrielle, agora vamos dormir porque amanhã nós teremos um grande dia de pescaria!

- Pode dormir, eu vou esperar mais um pouco.

- Faça como quiser, mas agora eu vou dormir. Boa Noite!

- Boa Noite! – pegou um pergaminho que estava ao seu lado e se posicionou mais perto da fogueira para poder enxergar – Não deve ser tão difícil criar outro conto de fadas, eu acho que consigo...

        “Era uma vez uma garotinha chamada Lana, ela vivia em um castelo...”.

- Não... Isso não está bom.

        “Em um mundo muito distante, morava uma pequena garota chamada Lana, e ela era filha de um rei muito generoso e...” – droga!

        Havia um tempo em que vivia uma linda princesa...” – não, isso também não vai dar certo. Quer saber? Acho que essa história de contos de fada não é o meu forte, acho melhor eu ir dormir. – disse enquanto guardava o pergaminho dentro de sua bolsa.

 

XxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxX

 

        Quando o dia amanheceu, Gabrielle não encontrou Xena no acampamento. “Deve estar pescando” – pensou. Foi até o lago, e não encontrou a guerreira por lá. Caminhou pela mata e também não a encontrou. “Espero que ela tenha ido caçar o almoço, eu estou faminta”.
        O dia passou rápido, e nada dela voltar, a barda já estava começando a ficar realmente preocupada com o paradeiro de sua amiga. “Ela não costuma demorar assim”. E foi só terminar de pensar isso, que ouviu os passos de Xena se aproximando pelo acampamento; sem nem ao menos esperá-la chegar, Gabrielle foi ao seu encontro, realmente aborrecida:

        - Xena, você está tentando me matar de fome? Eu fiquei o dia todo aqui sozinha e... – só então percebeu que a guerreira não estava sozinha, ela estava acompanhada de um homem muito bonito, que aparentava ter a mesma idade dela. – Er... Oi! – disse desajeitada.

        - Gabrielle, quero que conheça Julius. Julius, essa é a minha amiga e acompanhante de viagens... Gabrielle! – sorriu.

        - Prazer – disseram em uníssono.

        - Xena, será que eu posso falar com você só por um instante?

        - Claro. Espere só um minuto Julius – se afastaram. – O que foi?

        - Xena, quem é este homem? Como é que você traz um desconhecido sem ao menos me avisar antes? E como é que você me deixa o dia todo com fome? Meu estômago já está quase grudado nas costas.

        - Uma pergunta de cada vez, Gabrielle. Bom, ele é um velho amigo meu, nos conhecemos quando nós éramos apenas duas crianças, havia anos que eu não o via. E quando eu saí para procurar o nosso almoço, eu o encontrei na estrada a caminho de Atenas e então o convidei para nos acompanhar já que nós estamos indo pra lá do mesmo jeito. – percebeu que Gabrielle fizera uma careta de reprovação – Qual é o problema nisso?

        - Nenhum além de você trazer um desconhecido para o nosso acampamento, e ainda por cima me deixar o dia todo com fome.

        - Eu trouxe comida para você, e ele não é nenhum desconhecido, ele é um velho amigo meu, já disse. Agora deixe de ser mal educada, e seja boazinha com o rapaz.

        - Rapaz? Xena ele é velho, ele tem a sua id... – e então recebe um olhar ameaçador de Xena – Novinho hein? Quase um bebê! 
       
        - Engraçadinha... Agora vamos! – voltaram para o acampamento.

        - Então quer dizer que você e Xena se conhecem há muito tempo não é mesmo Julius? – perguntou enquanto comia uma maçã. “Ela sai pra caçar e me traz uma maçã”.

        - Sim, nós costumávamos brincar muito enquanto crianças, não é mesmo xexa?

        “Xexa? Que raios de apelido ridículo é esse?

        - Para com isso Jujo, ninguém me chama assim há muito tempo.

        “Jujo? Agora mesmo é que eu não to entendendo mais nada.”

        - Xexa? Jujo? – Gabrielle perguntou desconcertada.

        - Sim, era uma forma carinhosa de nos chamarmos. Xena era um amor de pessoa, era a mais valente de todas, mas ainda assim era um amor.

        - Ah, para com isso Julius. – a guerreira sorriu constrangida. – Você que sempre foi muito carinhoso comigo, sempre me defendia dos garotos mais velhos lá do vilarejo. Sempre foi como um herói pra mim.

        “Essa conversa ta me dando náuseas

        - Então você está indo pra Atenas não é mesmo? – Gabrielle interrompeu. Estava se sentindo um pouco irritada com a presença de Julius, não necessariamente por causa dele, mas por causa de como Xena ficava quando ele a olhava. Parecia que ela amolecia, derretia. “Patético, guerreira. Simplesmente patético.”

        - Eu estava a caminho de Atenas quando Xena cruzou o meu caminho. Graças a Zeus isso aconteceu, parece até que foi um milagre. Eu realmente andava pensando muito em você Xena.

        - Engraçado, há uns dias eu também estava pensando em você. Coincidência hein?

        - Não sei se é coincidência, acho que é o destino. – olhava penetrantemente para Xena que correspondia.

        - Destino ou não, fico feliz que tenha acontecido. – a guerreira sorria sensualmente.

        “Peraí? O que está acontecendo aqui? O que foi que eu perdi?”

        - Xena, se me permite interromper a conversa, eu vou dormir ta bom? – disse enfurecida.

        - Boa Noite Gabrielle. – disse sem prestar atenção na barda. Xena parecia hipnotizada pelo olhar de Julius.

        “Eu simplesmente não acredito nisso.”


XxxxxxxxxxxxxxxxxxxxX

 

        Gabrielle acordou novamente na intenção de não encontrar mais Julius no acampamento, e descobrir que tudo aquilo tinha sido um pesadelo. Ao se levantar, viu que as coisas de Xena estavam exatamente como estavam na noite anterior. Ela havia dormido em outro lugar. “Aonde será que ela foi?"
        A barda foi em direção ao riacho e viu que a guerreira e o seu amigo estavam entre jogos e brincadeiras com a água, e realmente pareciam se divertir. Pareciam ignorar a presença da barda.

        - Xena, o que você pegou para o café da manhã? – Gabrielle berrava na beirada da lagoa.

        - Ainda tenho maçãs dentro da bolsa... Pára Julius – sorria enquanto tentava se desvencilhar de golpes de cócegas que seu amigo lhe aplicava na barriga. – Pára, eu não consigo respirar... Pára. – sorria cada vez mais alto.

        A barda estava se sentindo frustrada, ignorada e sozinha. “Ela me paga por isso, ah se paga!”.

        Dois dias se passaram, e Xena resolveu que iriam prolongar a estadia naquele acampamento para aproveitar um pouco mais a natureza. “Como assim? A gente vive na natureza... O que mais ela tem para aproveitar?”. Até Argo já notava a ausência de sua dona. Agora era Gabrielle quem alimentava a égua senão ela passaria o dia com fome, o que quase sempre acontecia com ela mesma. Como a barda não tinha mais a guerreira para conversar, dividia seus pensamentos com seus pergaminhos.

        “Eu realmente gostaria de entender o porquê de Xena estar agindo desta forma. Desde que esse tal de Julius chegou ao acampamento que ela está agindo de forma estranha comigo. A gente mal se fala, e ela só fica com ele o dia todo. Minha única companhia é Argo, que também já sente a ausência da dona. Do jeito que as coisas estão indo, daqui a uns dias eu acho que ela nem vai mais notar a minha presença aqui no acampamento.”

        Não demorou muito para o pior acontecer. Quando Gabrielle voltava da caçada de seu próprio almoço, ouviu uns cochichos perto do lago. Escondeu-se atrás de uns arbustos e viu o que tanto temia. Um beijo entre Julius e Xena. Seu susto fora tão grande que ao se levantar, pisou em um galho chamando a atenção da guerreira e de Julius.

        - Gabrielle? É você?

        A barda se levantou imediatamente e voltou para o acampamento. Seu caminhar era trôpego. Era como se seu coração partisse em mil pedaços de porcelana. “Meu Deus, o que é isso? Por que eu estou me sentindo assim? Por que estou me importando? Eu preciso de ar, eu preciso muito de ar”.

        - Gabrielle... Você está bem?

        - Er... Es - estou! – ela hiperventilava – Estou ótima!

        - Você não parece bem, tome um pouco de água – disse Julius.

        - Eu não quero a sua água – bateu na mão do rapaz.

        - Gabrielle? O que é isso? – perguntou confusa.

        - Agora você se importa comigo Xena? – respondeu enfurecida.

        - Do que você está falando?

        - Desde que esse aí chegou aqui que você nem lembra que eu existo, e agora quer saber o que eu tenho?

        - Do que você está falando? O que o Julius tem a ver com isso? 

        - Eu estou falando que você anda muito diferente, e o que ele tem a ver? Tem tudo a ver...  Eu vi vocês dois na lagoa.

        - O quê que você viu?

        - O beijo de vocês.

        - E qual o problema com isso?

        - TODOS OS PROBLEMAS XENA. – gritou ensandecida.

        - Pois eu acho bom você se acostumar com a presença do Julius, porque eu e ele... Nós iremos casar.

       

XxxxxxxxxxxxxX


       

Continua...