O desabrochar da paixão

- Um conto da primeira vez -

Rose Angel

 

 

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Elas sobem para o quarto e vão até a sacada da qual se avistava o mar Egeu. A lua cheia refletia sua trilha luminosa nas águas profundas e nos corpos nus das mulheres que a contemplavam abraçadas. Gabrielle de frente para a mureta de madeira torneada que delimitava a sacada, com ambas as mãos apoiadas nela, admirava o halo prateado resplandecente que envolvia a lua e que, se observado mais atentamente ostentava em sua luminosidade quase que todas as cores do arco-íris. Xena, por trás dela, a envolvia pela cintura num abraço terno e aconchegado. Afagava-lhe suavemente a barriga e o peito, beijando-lhe a nuca e os cabelos. Sorvia de suas madeixas loiras o suave perfume de ervas aromáticas as quais Gabrielle costumava usar para enxaguar-se após o banho. Gabrielle sentia o toque apertado dos seios de Xena nas suas costas, assim como o contato sensual de seus pêlos pubianos roçando-lhe um pouco acima se suas nádegas. Enquanto Xena envolvia Gabrielle pela cintura com seu braço esquerdo, apertando-a de costas contra si, com a mão direita apalpava-lhe os seios, passando delicadamente os dedos ao redor dos mamilos, deixando-os eretos e Gabrielle totalmente excitada. Xena era de fato uma amante ardente e conhecedora de como enlouquecer qualquer mortal. Em se tratando de Gabrielle, então, sabia perfeitamente o ímpeto que era capaz de provocar-lhe mediante um simples toque ou olhar. Mas Gabrielle também havia se dado conta de seu poder de promover ume verdadeira erupção de sensações de volúpia e paixão na mulher que amava. E como sabia disso... Aproveitando-se da posição em que estavam passou a realizar suaves e quase que imperceptíveis movimentos circulares de quadril, pressionando seu dorso contra a virilha de Xena. Esta envolveu seus quadris com as mãos, pressionando Gabrielle contra seu púbis e esfregando-se nela enquanto lambia-lhe as costas. Gabrielle firmou-se na mureta da sacada com ambas as mãos e passou a realizar uma dança com os quadris, cujo rebolado deixou Xena enlouquecida de tesão. Gabrielle entreabriu um pouco suas pernas para que Xena pudesse tocá-la e sentir o quanto estava molhada. Xena baixou sua mão direita e passou os dedos no meio das pernas de Gabrielle, ainda segurando-a de costas com o braço esquerdo, não permitindo que se virasse de frente para ela. Ambas transpiravam excitação por todos os poros e embora estivesse uma noite agradável estavam molhadas de suor.

Gabrielle continuava seu rebolado, num rogo implícito para que Xena a penetrasse com os dedos vorazmente, o que de fato fez com movimentos a princípio suaves que foram se tornando mais ávidos e contínuos. Gabrielle gemia de prazer e pedia mais. Enquanto penetrava o sexo de sua amada Xena lambia suas costas e lhe manipulava os mamilos rijos, umedecendo-os com a saliva da boca da própria Gabrielle a qual lhe lambia os dedos com sensualidade. Percebendo que Gabrielle estava em seu limite, Xena sussurra ofegante em seu ouvido:

- Goza pra mim... Me dá esse prazer todo...

Ao que Gabrielle explode num grito de orgasmo que ecoou na noite enluarada por sobre as águas do mar Egeu.

Exausta e com as pernas bambas Gabrielle se vira de frente para Xena, que a abraça apertado apoiando-a e beijando-lhe a boca com paixão.

- Eu te amo, Gabrielle... – sussurra ao seu ouvido.
- Eu também te amo mulher, minha mulher... – responde Gabrielle deixando Xena sem ar com um beijo onde sua língua lhe chegou ao céu da boca em movimentos de puro êxtase.

Abraçadas e se beijando cambaleiam de volta ao quarto. Gabrielle, num movimento rápido e preciso empurra Xena jogando-a sobre os lençóis macios da cama.

Surpreendida Xena sorri da investida de Gabrielle, afinal não era fácil derrubá-la daquela maneira. Somente sua rainha amazona conseguiria fazer isso e de forma tão fácil. Gabrielle, de pé aos pés da cama, a observa com um ar maroto e sensual, como quem está prestes a colocar em prática um plano mirabolante, mas com ótimas chances de obter êxito. Xena não se faz de rogada e se ajeita nos lençóis, sempre observada por Gabrielle. Deita-se de costas, recostando-se nas almofadas e apoiando-se nos cotovelos para conseguir uma visão global de sua musa. Tão linda, tão maravilhosa... E tão gostosa... Pensava Xena, e toda dela. De fato Xena sentia-se possuidora do mundo, não precisava de mais nada, Gabrielle lhe bastava. Os olhos azuis de Xena escureceram de excitação enquanto abria suas pernas, provocante, oferecendo-se para Gabrielle. Esta aproximou-se lentamente e como um felino de olhos verdes engatinhou na direção de Xena. Com sensualidade começou a lamber os pés de Xena e foi subindo por seus joelhos e pernas até enterrar sua língua na cavidade úmida de Xena e sugar cada gota daquele líquido emanado de suas entranhas.

Gabrielle amava o gosto de Xena e adorava senti-la tremer a cada movimento de sua língua. Xena movimentava levemente seus quadris, projetando seu sexo de encontro à boca de Gabrielle. Esta passou a sugar o clitóris de Xena com vigor, passando sua língua num movimento de vai e vem sincronizado que fizeram a princesa guerreira entregar-se de corpo e alma àquela sensação de crescente volúpia e desejo. Não conseguindo mais se conter grita e geme de prazer gozando na boca de Gabrielle.

Gabrielle se esgueira por sobre o corpo esmorecido de Xena e se deita sobre ela, abraçando-a e beijando com delicadeza sua face, testa, boca e pescoço. Xena a envolve com um abraço e ambas adormecem profundamente, acordando somente no outro dia com os primeiros raios do sol penetrando por entre as frestas da janela e pela porta aberta da sacada do quarto.


Gabrielle levanta levemente a cabeça, funga no ar e diz:
- Xena...
- Huummm... – responde Xena ainda sonolenta.
- To sentindo cheiro de café da manhã...
- Ahrãã...
- Xena! Acorda!
- O que é Gabrielle?
- To sentindo cheirinho de café...
- É a fome, amor...
- Quer fazer o favor de acordar e respirar fundo?...

Frente à insistência de Gabrielle, Xena se apóia sonolenta num dos cotovelos e inspira profundamente.

- Sabe que você tem razão?... Tem gente lá embaixo, e estão com o café pronto – responde Xena surpresa – Deve ser Morgana.
- Pensei que ela só viria mais tarde.
- Pois é... Mas parece que essa mulher é madrugadora. Vista-se e vamos descer.

Gabrielle pula da cama, coloca sua roupa e alcança as vestes de Xena que ainda fazia mais uma manhãzinha na cama:

- Ai que caminha boa... To acabadinha... Você vai acabar me matando, Gabrielle.
- Ah... Eu, né dona Xena? Eu que fico toda assanhada, né?
- Ééééé... Você!
- Ta bem, vamos acabar a polêmica por aqui porque eu to morrendo de fome!
- Novidade...
- Pra agüentar o tranco eu preciso estar bem alimentada... – responde Gabrielle debruçando-se sobre Xena e lhe sapecando um beijo na boca.

Xena a enlaça num salto, puxando-a para cima de si e a prendendo com as pernas.

- Xena...

Xena salta sobre Gabrielle imobilizando-a na cama, segurando seus braços numa brincadeira divertida, deixando-a debater-se na tentativa de escapar.

- Eu só te solto se disser que me ama...
- Eu te amo – diz Gabrielle sorrindo apaixonadamente – mais do que tudo na minha vida.

Xena solta seus pulsos, relaxa e a beija carinhosamente. Gabrielle a enlaça pelo pescoço e beija seus ombros. Aproveitando-se da distensão de Xena é Gabrielle quem, num giro rápido, a derruba de lado e se deita sobre ela, imobilizando-a, ou pelo menos acreditando nisso. Xena gargalha e diz:

- Eu também te amo!!!
- Mas eu não vou te soltar...
- O café vai esfriar...
- Pensando bem... Te prendo mais tarde – diz Gabrielle num salto, jogando a roupa de Xena sobre ela – te veste logo e vamos descer.

Enquanto Xena coloca suas roupas Gabrielle lava o rosto e escova seus cabelos. Ambas descem as escadas de mãos dadas e encontram Morgana na cozinha, em frente ao fogão e já com a mesa posta.

- Espero não tê-las acordado com barulho – diz Morgana sorrindo.
- Não foi barulho, não... Foi o faro de certa pessoa – responde Xena debochada.
Gabrielle a belisca no traseiro.
- Aiii...
Morgana acha graça do comentário. Gabrielle comenta:
- Realmente eu não resisto ao cheirinho de café da manhã...
- Edna veio junto? – questiona Xena.
- Veio sim, mas está na queda d’água, foi dar um passeio. Na verdade eu corri com aquela mulher daqui, ela é um furacão, quando acordada ninguém mais dorme por perto... e eu imaginei que vocês estivessem precisando descansar...  – refere Edna provocante.
Gabrielle fica corada e Xena sorri:
- Ôôô... e como!!! – responde Xena olhando maliciosamente para Gabrielle que fica mais desconcertada ainda.

Desta vez quem cai na gargalhada é Morgana. Dirige-se à Gabrielle carinhosamente:

- Desculpe a brincadeira – diz beijando-lhe a testa – mas você fica uma graça com as faces nesse tom vermelho pitanga...
Gabrielle abraça Morgana sorrindo:
- Tudo bem, tudo bem... eu logo me acostumo com essa situação!
- Morgana... – diz Xena – obrigado por tudo... em especial pelo presente de... casamento.
- Ora Xena, é o mínimo que eu posso fazer por uma pessoa que amo tanto, você é uma verdadeira irmã. E você, Gabrielle, é uma mulher de sorte. Você possui o coração e a alma de uma das melhores pessoas que eu conheço, de melhor caráter e pureza de sentimentos.
- Eu sei, Morgana, com toda a certeza, eu sei. E por amá-la e ser amada eu sou a pessoa mais feliz do mundo. – responde Gabrielle emocionada.
Xena abraça Gabrielle.
- Você é maravilhosa... e minha. Minha mulher... – diz Xena beijando a testa de Gabrielle.

Morgana sente uma alegria profunda pela felicidade e cumplicidade de Xena e Gabrielle. Elas sentam à mesa e tomam café.

- Não deveríamos esperar por Edna? – questiona Xena.
- Ela já comeu suas frutinhas matinais... – responde Morgana – quando voltar do passeio com certeza fará a segunda etapa do desjejum – emenda sorrindo.

Na floresta Edna passeia pela trilha que leva à pequena cachoeira. Observa o desenho dos troncos das árvore em busca de inspiração e matéria prima para suas esculturas. É uma figura bastante marcante, uma bela mulher, esguia, cabelos pretos, longos e lisos, soltos sobre seus ombros, pele alva, mas não tanto quanto a de Morgana. Vista de longe, emoldurada com a queda d’água ao fundo e a mata virgem ao redor, aparenta mais altura do que realmente possui. Movimenta-se como uma pantera por sobre as pedra da cachoeira. Seu vestido branco e justo marca a silhueta de sua cintura e pequenos seios, e sua saia longa com uma fenda lateral deixa à mostra suas pernas bem torneadas a cada movimento que realiza. Edna é uma mulher pequena mas cujos traços e olhar expressivo e vivaz fazem dela uma figura célebre por onde quer que passe. Não era à toa que Morgana arrastaria o Templo de Zeus por ela. Quando o sol se ergueu um pouco mais no horizonte, e acreditando que as suas visitantes já estivessem acordadas, Edna retorna para casa. Adentra na cozinha como se um raio de luz houvesse rompido a soleira da porta.

- Bom dia, dorminhocas !!! – diz Edna dirigindo-se às visitantes e abraçando Xena que havia se levantado para recebê-la.

Elas se abraçam efusivamente. Edna quase some no abraço de Xena.
- Deixe-me vê-la de perto, princesa guerreira... – diz Edna segurando Xena pela mão e fazendo-a rodar como se estivesse num desfile de moda – continua bela como sempre... mas os olhos... nunca estiveram com esse brilho antes...
- Você também continua a mesma... sempre essa explosão de mulher!!! – responde Xena rindo alto. – Edna, esta é Gabrielle. Gabrielle, Edna.
- Muito prazer – responde Gabrielle sorridente.

Com o mesmo extravasamento com que cumprimentou Xena, Edna abraça Gabrielle e lhe beija as faces:

- Bem vinda!!! E muito prazer!!!
- O prazer é todo meu. – responde Gabrielle.
- Mas vamos nos sentar... terminem o café que eu vou acompanhá-las... – diz Edna.
- Eu não falei? – comenta Morgana divertidamente.

Edna se dirige à Morgana que permanecia sentada à mesa, a abraça por trás e num delicado movimento move sua face para si com a ponta dos dedos e lhe beija a boca carinhosamente.

- Aposto que já andou fazendo fofocas a meu respeito para a Gabrielle, não foi? – questiona Edna em tom de brincadeira.
- Somente uma pequena referência acerca da tua...efusão matinal... – responde Morgana retribuindo o beijo na boca, sedutoramente, invadindo a boca de Edna com a língua.

Novamente Gabrielle fica corada. Xena observa a cena e sorri, divertindo-se com o rubor de Gabrielle e com as provocações e a intimidade resultantes de dezoito anos de um relacionamento entre verdadeiras almas gêmeas. Eram opostos, isso não se podia negar, mas completavam-se plenamente. Edna era a tempestade e Morgana a calmaria. Edna era o fogo e Morgana a água. Morgana se dedicava a desvendar os mistérios da magia e da natureza, enquanto Edna trabalhava na transformação desta última em obras de arte. Era escultora por hobby mas seu forte eram as ciências exatas, a matemática e a física. Executava trabalhos de engenharia elaborando plantas e supervisionando a construção de casas, templos, museus, teatros e estradas. Estas atividades eram culturalmente masculinas, porém Edna havia conquistado seu espaço e seus serviços eram requisitados por quase toda a Grécia e Egito. Havia aprendido o ofício com seu pai, ainda um grande empreendedor no ramo das construções, embora Edna já trabalhasse por conta própria há bastante tempo. Moravam juntas em Mytilene, porém pela exigência de seu trabalho, Edna passava grande parte do tempo em viagens e mantinham uma casa no continente, em Atenas.

- E então Gabrielle? – questiona Edna – O que está achando da ilha?
- Um paraíso! – responde Gabrielle.
- Realmente, desconheço lugar mais maravilhoso, porém o paraíso nós carregamos dentro de nós mesmos, e ao nosso lado... – responde Edna sorrindo e olhando significativamente para Xena.
- Com toda a certeza! – responde Gabrielle já mais à vontade.

Xena se aproxima, enlaça Gabrielle carinhosamente e a beija nos lábios. Esta retribui e admira-se de si mesmo por não ter enrubescido. Parece estar ficando, realmente, mais sem vergonha...

- Gabrielle, você gostaria de me acompanhar numa colheita de ervas e frutos na floresta para os preparativos do solstício? – pergunta Morgana.
- Adoraria!!!
- E nós vamos nos divertir numa cavalgada, Xena. Quero ver se você ainda é boa na corrida com obstáculos. – diz Edna animada.
- Estou melhor a cada dia! – responde Xena.
- Então vamos!!!

Edna e Xena montam e se dirigem para a planície às margens do Mar Egeu, enquanto Gabrielle e Morgana vão até a floresta.

Morgana carrega uma cesta feita artesanalmente por ela, enquanto Gabrielle carrega outra, amarrada às costas, para recolherem o maior número possível de ervas para o preparo de infusões, pomadas, poções e ungüentos, bem como frutas silvestres para o preparo da ceia do solstício de verão. Fazia um dia quente, porém dentro da floresta o clima estava ameno por causa das sombras das árvores e da umidade natural da mata. Morgana dá uma verdadeira aula de fitotecnia para Gabrielle, que presta atenção em cada detalhe explicado por Morgana, principalmente nas referencias às pequenas diferenças entre uma planta e outra que muitas vezes fazem com que haja confusão em sua identificação e conseqüente emprego. Gabrielle se admira da facilidade com a qual Morgana diferencia os materiais colhidos, inclusive as frutas, uma vez que muitas das que se encontram na floresta são impróprias para o consumo por sua toxicidade.

- Morgana, você deveria escrever um livro...
- Mas eu já o tenho redigido de longa data, porém não para publicação em massa. Existem princípios que se passam de geração em geração de uma forma seletiva e subjetiva. Nem todas as pessoas são merecedoras de certos conhecimentos, poderiam fazer mau uso do poder que advêm da natureza e da manipulação dos elementos.
- Como assim?
- Os elementos da natureza, água, terra, fogo, ar e éter, são poderosas forças criadoras, ou destrutivas, portanto antes de se aprofundar nos estudos destas forças é necessário que se tenha princípios de ética muito bem estruturados.
- Entendi. Desde quando você trabalha com essa vertente de conhecimentos? – questiona Gabrielle.
- Acho que desde sempre, mas aprendi muito com minha tia-avó materna. Passava a maior parte do meu tempo de infância metida em sua cabana, remexendo em seus escritos e no seu caldeirão. Ela ainda nos visita com freqüência. É uma figura bastante exótica, mas divertidíssima.
- Adoraria conhecê-la.
- Por certo não faltará oportunidade – responde Morgana enquanto continuam a colheita e a seleção das ervas e frutos.

Aquele dia estava de fato muito quente. Edna e Xena galopam por entre as planícies, saltando sobre tocos de árvores caídas, pedras e arbustos, enfim, qualquer coisa que se configurasse num obstáculo e por conseqüência um desafio. Chegam até a sombra de uma figueira gigantesca, por certo milenar considerando-se o diâmetro de seu tronco e a largura de sua copa. Deixam os cavalos descansando, pois estavam exaustos da corrida. Sentam-se na relva e conversam durante um bom tempo, observando de longe o vai e vem suave das ondas do mar Egeu. Este mais parecia um lago gigante do que um mar, tamanha calmaria que reinava em suas águas.

- E então amiga? Parece que desta vez você foi fisgada direitinho... – diz Edna sorrindo.
- Pois é... e eu estou adorando isto.
- Quem diria, ein? Para quem já teve os mais belos espécimes masculinos rastejando aos seus pés...
- Isso é passado – responde Xena – De fato, tive várias paixões, porém só descobri o amor e a plenitude com Gabrielle.
- Gostei daquela menina. Com certeza ela te fará feliz!
- Já faz... desde que a vi pela primeira vez.
- Ela tem sensibilidade e doçura... mas deve ser uma fera quando zangada, ein?
- Se é! – responde Xena rindo da colocação da amiga – Ela de fato é uma onça quando as coisas não saem do jeitinho que ela quer.
- E parece que a última palavra é sempre tua: “sim, querida!!!”

As duas gargalham e Xena diz que realmente Gabrielle consegue dela o que quer, e o que é mais incrível é o modo como ela consegue isso. Utiliza seu golpe mais baixo: aquele sorriso com o narizinho franzido, cujos pedidos não tem como serem recusados. Edna coloca Xena a par de seus novos empreendimentos, conversam sobre o clima, sobre política, cavalos, enfim, quando se dão por conta já era hora de retornarem para casa.

Quando chegam o almoço já está pronto e as quatro degustam uma sopa de vegetais cujo sabor era indescritível de tão bom.

- Que coisa deliciosa... – comenta Xena.
- Eu aprendi a receita com a Morgana – responde Gabrielle.
- Ótimo, vejo que vou provar desta maravilha muitas vezes. – diz Xena satisfeita.