O resgate de Gabrielle
Betinha
NOTA:
Bom... depois de muito tempo, depois de rachar a cabeça atrás da Dona Inspiração que fugia o tempo todo, consegui concluir essa fic.
Agradeço a todos vocês que leram e se divertiram com essa estória.
Bom, admito que nos 1°s capítulos há alguns errinhos como o fato de eu chamar Xena de “amazona” hehehehe...
Bom, eu comecei a escrever essa fic logo que eu comecei a assistir Xena... A única referência que eu tinha da Historia era a 3ª temporada, pouca coisa eu sabia, mas me atrevi a escrever..
Peço desculpa pela demora nas postagens, é que a minha inspiração é muito inconstante e eu travava muito em algumas partes... fora que tive que fazer uma longa pesquisa em outras fics! Hahahaha...
Quero agradecer aos meus amigos que me apoiaram na construção dessa aventura, dos que opinaram, deram idéias, me tiraram dúvidas... vocês do chat do msn que eu amo de paixão! XD
Ao MICHEL que mesmo dizendo que “ODEIA” Xena, tem que me aturar falando dela todos os dias na net... E que tbm me ajudou um bocado! XD
A Isis que ficou de betar a fic pra mim, mas acabou não betando nenhum capítulo... ¬¬ uhauhauhauhau...
E enfim, mais uma vez agradeço à vocês leitores...
Espero que gostem desse último capítulo que eu preparei com todo capricho...
E dessa vez beeem grande, viu sarah?????? Não reclame que o cap tá curto senao eu bato em você!
Uhsuahsuahsuahsuahsuahsuahsua
Beijos! Fiquem agora com o último capítulo
Atenção: esse capítulo contém cenas explícitas de sexo entre duas mulheres. Se você não curte esse tipo de leitura ou tem menos de 18 anos, ainda é tempo de desistir de ler. Não me responsabilizo.
Capítulo 05
Xena e Gabrielle entram no confortável aposento de Hiróclitos. Havia sido um longo dia, ou melhor, dois dias muito longos e cansativos. Elas estavam loucas por uma boa comida, um bom banho e uma boa e confortável cama. E isso não faltava naquela cabine.
Gabrielle corre para o aposento onde o banquete a aguardava enquanto Xena olhou em direção à cama e viu seus pertences organizados.
– Foi você que colocou minhas coisas aqui, Gabrielle? – perguntou Xena.
– Sim! – a voz abafada veio da antecâmara.
– Por isso demorou tanto pra chegar com minhas armas? – perguntou mais uma vez com um tom de voz mais sério.
– Sim. – respondeu no mesmo tom.
– Ótimo... – suavizou – Eu poderia ter morrido, mas minha armadura e minhas botas estavam organizadas... – disse sarcasticamente examinando peça por peça. – Obrigada. – sorriu.
– De nada, da próxima vez eu deixo tudo amassado. – respondeu Gabrielle entrando na brincadeira. – Xena, vem comer!
Xena entrou na antecâmara e viu sua barda sentada encher o prato com carne assada de javali, pão de nozes, ensopado de coelho... ergueu uma sobrancelha e riu de lado, acenando negativamente com a cabeça.
– Você vai comer tudo isso? – Xena espantou–se sentando na mesa, de frente para a barda.
– Vou, já era meu mesmo! – a barda sorriu.
– Comilona. – Xena riu enquanto também se servia. – Cuidado para não enjoar.
– Nem vem! Há dois dias que eu não como bem. – abocanhou um pedaço da carne de javali. – Será que tem como tomarmos banho aqui?
– A antecâmara ao lado deve ser o banheiro. Depois que comermos, veremos.
Gabrielle sorriu. Adorava quando tomavam banho juntas. Normalmente era uma hora descontraída onde conversavam alegremente, jogavam água uma na outra... Mas também estremecia ao pensar que veria a guerreira totalmente nua. Corou ao pensar nisso... Como podia ter esse tipo de pensamento em relação à sua melhor amiga? Isso não estava correto, Gabrielle sentia–se estranha.
Xena também sentia o mesmo. Há algum tempo que a guerreira havia notado o quanto Gabrielle havia crescido. Há menos de dois anos ela não passava de uma garotinha de Potédia, frágil, e agora estava se tornando uma mulher bela e forte. Seu corpo estava se desenvolvendo rapidamente, ficando forte e bem esculpido. Um dia, Xena pegou–se admirando o abdômen definido e a cintura delgada da barda enquanto ela treinava com seu bastão. Cansou de se flagrar olhando aqueles quadris que ela tinha adquirido e as pernas com coxas bem torneadas, femininas, delicadas e ao mesmo tempo fortes. Certamente a jovem camponesa havia se tornado uma mulher. Isso ela constatava cada vez que Gabrielle resolvia encurtar suas roupas.
A guerreira lembrou da primeira vez que a viu usar uma roupa mais curta, naquela tribo das amazonas. Teve que controlar o susto e a admiração, mas não deixou de olhá-la de cima à baixo. Como Gabrielle sempre usava roupas compridas, aquela longa saia marrom e a camisa azul de manga longa não mostravam quase nada do corpo da garota. Xena então nunca tinha reparado nele... Até aquele dia. Foi a primeira vez que realmente percebeu como o corpo daquela menina era bonito e prometia melhorar (foi o que aconteceu). Naquela situação, Xena acabou tendo que ser ríspida com ela, para despistar.
Sorriu lembrando de seu constrangimento e observou com mais atenção a sua amiga que comia como se estivesse saboreando o manjar dos deuses.
– O que foi? – perguntou Gabrielle.
Xena novamente se pegou admirando Gabrielle enquanto comia. Resolveu agir naturalmente, pois qualquer sinal de inquietação poderia ser percebido pela esperta barda.
– Estou pensando em como você cresceu, Gabby. – Xena respondeu sorrindo e esticou uma das mãos, assanhando a franja loura.
Gabrielle sentiu suas bochechas arderem, Xena as viu ruborizar.
– Er... Obrigada... Eu acho... – Gabrielle respondeu sem graça e não conseguiu sustentar seu olhar, tornando a olhar para o prato. “Gabby”... outros a chamavam por esse apelido carinhoso, mas ninguém conseguia falá-lo como Xena. Talvez fosse impressão de Gabrielle, mas ela sentia seu coração disparar toda vez que ouvia seu apelido sair dos lábios da sua amada guerreira.
– Certo... – Xena sorriu e fez o mesmo, olhou para o prato.
– Obrigada por ter me salvado. Foi um resgate perfeito... – Gabrielle sorriu nitidamente desviando o assunto.
– Te salvaria de novo e quantas vezes mais fosse necessário. – respondeu com um sorriso sereno nos lábios. – Eu te devo muito, pra deixar que alguém te faça mal... Você é minha luz e eu te devo mais que minha vida... Acho que mesmo te salvando mais quinhentas vezes, não será o suficiente.
– Eu sei. – Gabrielle sorriu. Ia falar mais alguma coisa, mas não conseguia. – “Não precisa me salvar quinhentas vezes, eu só queria uma coisa...”
Alguns segundos de silêncio arrastaram–se. Xena ficara apreensiva se tinha feito ou dito algo errado. Queria perguntar, mas resolveu mudar de assunto.
– Parece que você enfim superou aqueles enjôos em barcos, não é? – perguntou.
– É! – a barda respondeu com um lindo sorriso. Pareceu mais aliviada pela conversa ter mudado de rumo. – Depois de navegar num barco de ponta–cabeça, eu acabei me acostumando. – ambas sorriram. – Já terminou?
– Sim! Vou verificar se tem sala de banho aqui.
– Irei com você! Já terminei mesmo...
Ambas levantaram. Gabrielle espreguiçou–se enquanto Xena passava por ela.
– Conseguiu encher esse compartimento aí? – Xena brincou e tocou suavemente a barriga da barda enquanto andava, fazendo com que as pontas dos dedos deslizassem sobre a pele macia.
Imediatamente um intenso arrepio correu pela pele de Gabrielle que prendeu sua respiração e arregalou os olhos diante do que sentiu. Agradeceu aos deuses pela sua amiga estar de costas.
Xena queria que aquele toque não acabasse nunca... Ela sentiu a pele macia do abdômen de Gabrielle e fechou os olhos inebriada. Assustando–se com o que sentiu, agradeceu aos deuses por estar de costas para a amiga.
As duas respiraram fundo e andaram até a pequena sala ao lado. Sorriram ao ver uma grande tina de madeira que, pelo tamanho, cabiam duas pessoas. Não muito confortáveis, mas cabia.
O sorriso de Xena se desfez ao imaginar o que aquele monstro pretendia com a sua pequena barda naquela tina.
O local não estava de todo feio. Estava arrumado, com toalhas de banho dobradas num banco ao lado da tina. Candelabros de ouro espalhados e um grande espelho quadrado direcionado à tina, iria refletir a imagem de quem estivesse ali dentro. “Ele devia se achar lindo...” pensou Xena erguendo uma sobrancelha num olhar irônico. Logo passou pela sua mente a imagem daquele homem asqueroso tomando banho e se vangloriando na frente do espelho. Riu.
Mais ao fundo do cômodo havia um banco sanitário.
– Olha Xena! A água está limpa e é doce! Pena que está fria! – disse Gabrielle debruçada sobre a banheira, tocando a água com os dedos e levando–os aos lábios.
– Toalhas... Bom, pelo menos tem sabão... E sais de banho! Ele gostava de conforto. – Xena sorriu e se aproximou de Gabrielle.
Ao levantar, a barda dá um passo para trás e acaba batendo fortemente na guerreira que a segura pela cintura e por um braço. Aquele contato fez ambos os corpos arderem. Xena sentiu um frio na barriga ao sentir o corpo de Gabrielle, tocando naquela cintura nua com firmeza. Queria abraçá-la mais, beijar aquele pescoço, enche–las de carícias ousadas... logo se repreendeu e soltou Gabrielle, afastando–se sem olhá-la.
– “Mas o que está havendo comigo?” – pensou. – “Gabrielle é sua amiga, Xena! O que está acontecendo com você?” – pensava.
Xena já não estava suportando aquela situação. Ultimamente seus sentimentos em relação aquela bela barda estavam passando dos limites. Tinha medo que Gabrielle notasse e que isso pudesse significar o fim da amizade entre elas. Claro, Xena sabia que o amor que uma sentia pela outra seria muito mais forte do que qualquer coisa que pudesse abalar aquela união. Coisas piores aconteceram e elas estavam ali, juntas, mas a guerreira não queria arriscar. Principalmente com algo tão... Íntimo. Resolveu esconder tudo, agir como nada estivesse acontecendo, mas estava cada vez mais difícil.
Estava tão absorta em seus pensamentos e não ouviu a primeira vez que Gabrielle a chamou, obrigando a mesma a falar mais alto.
– Xena!!
A guerreira despertou e olhou em direção à voz. Viu que Gabrielle já estava dentro da banheira, com os cabelos molhados para trás.
– Você não vem tomar banho? – perguntou e em seguida passou sabão no rosto, lavando–o.
– Já entrou na banheira?! A Gabrielle que eu conheço faria drama para entrar na água fria de noite.
Gabrielle tirou o sabão dos olhos, baixou o olhar e sorriu envergonhada.
– É... A sujeira falou mais alto. – ergueu novamente o olhar e sorriu para... “Deuses!”
Gabrielle sentiu um iceberg no seu estômago ao ver que a guerreira já estava despida e caminhava em sua direção. Naquela água fria, a barda sentiu um intenso calor percorrer seu corpo. Baixou o olhar e tornou a jogar água no rosto com um pouco mais de violência. Foi quando sentiu algo mover–se na água. Xena havia entrado.
– Ai, droga... – disse Xena. – Como você aguentou entrar nessa água tão rápido?
Gabrielle abriu os olhos e corou intensamente. A fraca iluminação do local fez com que Xena não percebesse o quão vermelhas as bochechas da barda ficaram.
Xena havia entrado na banheira apenas da cintura para baixo. Por causa da água gelada, não conseguiu entrar mais, deixando toda a sua região torácica e braços fora d’água. O frio fez com que Xena ficasse tensa e um intenso arrepio passasse pelo seu corpo, fazendo com que todos os pelos se erguessem.
Foi o momento em que Gabrielle abriu os olhos, dando de cara com os seios rígidos e empinados da Guerreira, que tinha a pele arrepiada. Logo um pensamento incomum passou pela cabeça da barda. Sentiu um desejo intenso de abraçar a guerreira e beijar todo aquele colo, passando para ela o calor do seu corpo.
Mas como isso aconteceu, Gabrielle não sabia. Desde que conheceu Xena, tudo o que sentia sobre ela foi evoluindo. Começou com admiração, depois evoluiu para amizade forte, que passou para um amor puro incomparável... Mas... Paixão? Essa era nova para a barda.
– Gabby? – perguntou para a amiga que havia ficado sem palavras.
– Er... Nada... A água ta fria mesmo...
Xena olhou para os próprios seios, ergueu uma sobrancelha e riu.
– Os seus também estão assim. – afirmou brincando antes de mergulhar na banheira deitando–se de uma só vez para molhar os cabelos.
Gabrielle ia gaguejar alguma coisa quando Xena submergiu. Ela teve a ligeira impressão de que Gabrielle estava daquele jeito por sua causa. E o que significaria aquele olhar fixo em seu peito? Estaria Gabrielle sentindo o mesmo que ela? Pensou melhor e... Não... Não podia ser.
Elas continuaram o banho caladas e sem se encarar. Xena estava incomodada com o silêncio da barda. Tinha medo de que ela tivesse percebido algo... Se assim fosse... O que seria dela? Xena já não conseguia imaginar uma vida sem Gabrielle, ainda mais que essa separação tenha sido provocada por ela própria.
Gabrielle quebra o silêncio:
– Quer que eu lave suas costas? – perguntou exibindo a barra de sabão com a mão direita e a esponja com a outra mão.
Xena pôde ver as marcas das cordas que a prenderam por tanto tempo. Os pulsos da barda estavam marcados com hematomas vermelhos e roxos.
– Seu pulso... – Xena tomou as mãos de Gabrielle.
– Não doem. Logo a mancha some. – Sorriu gentilmente. – Quer?
Aquele sorriso era tudo o que Xena precisava. Sentiu seu coração bater mais forte e sorriu também. Depois se virou como pôde e conseguiu ficar de costas para a barda. Gabrielle então fez bastante espuma na esponja e começou a esfregar as costas da amiga. Seus olhos acompanhavam suas mãos, como se gravasse cada pedaço da pele da guerreira. Sentiu novamente aquela vontade de tocar com os lábios na pele bronzeada da guerreira.
– Você está tão calada... – disse Xena – Está acontecendo alguma coisa?
– Comigo? Er... Não... Nada! – Gabrielle despertara de seu transe com a indagação de Xena. – Apenas pensando...
– É uma história nova?
– Mais ou menos...
Um breve momento de silêncio pairou novamente. Gabrielle dispensou a esponja e usou as mãos para fazer uma massagem nas tensas costas da amiga.
– E o André? – insistiu a guerreira em puxar conversa enquanto sentia as mãos delicadas da barda massagearem suas costas. – Aaaii que bom... – suspirou com a massagem.
– O que tem ele? – perguntou tentando não ouvir aquele suspiro.
– Pareceu estar interessado em você. – Xena falou sorrindo, mas qualquer um que estivesse cara a cara com a guerreira, veria o olhar de desprezo que ela tinha.
– Ele é bonitinho... Tem belos olhos, castanhos, expressivos... Mas eu não estou interessada nele. Já tenho ou... – Gabrielle parou de falar imediatamente e se tornou tensa. Xena sentiu isso nas mãos da barda.
– Outro alguém? Gabrielle, você gosta de alguém? – perguntando isso, Xena virou e encarou a barda que olhou nos seus olhos com um certo medo.
– N... S... – gaguejou. – Sim. Gosto... Digo... Eu acho que gosto.
Xena sentiu um aperto em seu peito, quase como uma lâmina gelada atravessando–a. Foi como se o chão abrisse sob seus pés e sentiu uma enorme vontade de quebrar tudo naquele navio. Seu olhar pesou sobre Gabrielle, isso ela pôde sentir.
Porém, mesmo diante daquela situação, resolveu agir naturalmente. Percebeu que Gabrielle estava deslocada com a situação e quis deixar sua amiga mais è vontade.
– E quem é? – Xena perguntou sorrindo.
– Não... Não vamos falar sobre isso agora, eu... É uma coisa que eu descobri há pouco tempo, e... Não tenho certeza ainda...Você vai fazer massagem em mim também? Estou precisando... – desconversou.
Xena ficou um pouco desconfiada.
– Tudo bem, se você não quer me contar... Vem, vou te fazer a massagem. – a guerreira sorriu apertando os lábios levemente para o lado.
Gabrielle virou–se de costas e posicionou–se ajoelhada entre as coxas da Guerreira. Xena suspirou ao sentir as coxas e nádegas da barda entre as suas pernas. Começou a lavar as costas de Gabrielle com o sabão. Passou–o por toda a extensão das costas, da nuca à região lombar que se encontrava debaixo da água, passando pela sua cintura. Usando a outra mão para massageá-la, desliza pela pele alva das costas musculosas de Gabrielle. Podia sentir a pele macia roçar na parte interna da sua coxa. Sentiu uma onda de calor invadir seu corpo, mais especificamente em uma determinada região. Xena sabia bem o que estava sentindo, mas resolveu não dar atenção àquilo. Apenas respirou fundo silenciosamente e fechou seus olhos, mas...
– Xena, o que você acha de um...
– De um...?
– ...Relacionamento... Entre mulheres?
Gabrielle viu o sabão voar por cima de seu ombro, bater na borda da tina e quicar para fora.
– Opa, eu... É... Deixei o sabonete escorregar... – disse Xena totalmente transtornada. – “Mas que pergunta foi essa?”
– Boba... – sorriu disfarçando seu nervosismo – “Essa não, o que eu fiz? Burra, burra! Pôs tudo à perder! Idiota!”
– Mas... Por que a pergunta?
– Só... Curiosidade... Só pra... Saber o que você acha, foi só uma pergunta inocente, desculpa, se te incomoda esse assunto, não precisa responder! – a barda falava nervosamente sem parar. – Relacionamento entre mulheres...pf! De onde eu tirei isso? É um insulto aos Deuses! Nossa, que c... – nem terminou de falar e sentiu uma pesada mão em sua boca.
– Caaalma... – Xena riu com o desconforto da amiga. – Sinceramente... Eu acho que o amor é o mais importante, não importa o gênero... Entre homens e mulheres, entre mulheres e entre homens... O importante é o amor que uma sinta pela outra. – enquanto falava, a mão de Xena abandonava a boca de Gabrielle e lentamente pousava sobre o ombro da amiga. – Se esse sentimento for real e tão forte assim... Por que não vive–lo plenamente? Desde quando é crime amar alguém? – seus olhos se encontraram com ternura quando Gabrielle virou.
– De... Forma alguma... – balbuciou a barda ao olhar nos olhos azuis da sua guerreira. Sim, a amava! E a amava de todas as formas possíveis: filha, irmã, mãe, amiga... Amante... Era impossível definir todo aquele sentimento em um só. Então se viu perdida naquele azul, como o céu translúcido como as mais belas águas já conhecidas, mergulhou por um instante naquele olhar e se viu completamente perdida... Apaixonada. Queria poder ir mais fundo e penetrar na mente da guerreira para saber tudo o que ela sentia, mas tinha medo. Embora os sentimentos de Xena em relação a Gabrielle fossem pra lá de óbvios, Gabrielle tinha um medo intenso da verdade. Não queria se machucar.
– Gabby? – a macia e rouca voz da guerreira despertou a barda de seu transe momentâneo. – Você quer me perguntar mais alguma coisa?
– Sim... – pensou um pouco antes de perguntar. – Você acha que... Algum dia poderia se apaixonar por uma mulher?
Xena respirou fundo antes de responder, deixando Gabrielle apreensiva. Mas a Barda estava no seu limite. Queria saber aquilo logo, a opinião de Xena a esse respeito seria decisiva.
– Ai... Xena... Desculpa... – Gabrielle não conseguiu esconder seu rubor. – Eu não sei o que deu em mim, eu... Eu... Ai! Esquece... – a barda tentou levantar, mas Xena a segurou pelo pulso forçando–a a sentar–se novamente.
– Eu ainda não respondi. – disse com uma autoridade que deixou a barda completamente indefesa e sem ação. – Mas antes, responda–me... – a guerreira sentiu seu coração acelerar. – Por que está me fazendo essas perguntas?
– São só curiosidades, Xena... Perguntas inocentes...
– Não, não são! – Xena parecia irritada. Foi inclinando seu corpo para frente fazendo com que Gabrielle recuasse até ficar encurralada na tina. – Eu conheço você, conheço suas perguntas inocentes e sei que esta não é! Por acaso está me escondendo algo?
– Não, Xena... – Gabrielle tentou erguer–se, mas Xena a impediu com as duas mãos nos ombros da barda. – Xena, por favor! – Gabrielle a olhou diretamente nos olhos. Seu olhar estava suplicante, angustiado, como quem guardava um segredo muito importante.
De repente algo se apoderou da mente da guerreira. Uma fúria tenebrosa brotou com apenas um pensamento: Gabrielle estaria apaixonada por uma mulher? Seu coração acelerou, sentiu seus olhos marejarem e de repente algo tomava conta dela. Já não pensava em mais nada a não ser arrancar as informações que ela queria ter.
– Você está apaixonada por uma mulher? É isso?! Vamos, Gabrielle!! Responda!! Quem é?! – A guerreira balançava a barda pelos ombros que a olhava com medo.
– Xena, por favor, para com isso!! – Gabrielle já não conseguia esconder as lágrimas. Estava com medo, Xena parecia estar furiosa, tinha algo sombrio no olhar da guerreira que a fez arrepiar–se. – Você está me machucando!!
– Não! Não vou parar até você me responder! Quem é ela, Gabrielle?! Quem é?
Gabrielle nunca havia visto Xena daquela forma, estava com medo! E se ela dissesse, o que seria delas? O que aconteceria? Aquelas mãos fortes apertavam seu ombro quase a ponto de machucá-la. Aquilo estava ficando insuportável.
“Não, Gabrielle você não pode se apaixonar por ninguém!!! Não sem antes saber o que eu sinto por você!!” Xena pensava.
– Diga Gabrielle!!!
Juntando suas forças, Gabrielle consegue desvencilhar–se da guerreira num único grito:
– É você, Xena!
A guerreira parou. De repente seu corpo parecia dormente e sem reação a estímulos nervosos. A voz de Gabrielle ecoava pela sua cabeça “é você... Você... Você...” olhava a sua frente e via Gabrielle chorando e empurrando–a, mas parecia não absorver muito bem o que estava acontecendo.
Com muita vergonha, não só de Xena como de si própria, Gabrielle levantou–se da banheira com urgência. Pegou uma das muitas toalhas de banho que estavam dobradas num banco ao lado da tina e se enrolou rapidamente, correndo para o quarto.
Xena volta a si.
– Pelos deuses... o que foi que eu fiz? – diz para si mesma levando as mãos à face.
E mais essa agora... Tudo o que Xena mais queria era ouvir aquilo dos lábios de Gabrielle, num ato de total entrega, de corpo e alma. “E eu estraguei tudo! Imbecil!!” pensava enquanto tentava em vão segurar algumas lágrimas teimosas.
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Um bom tempo havia se passado. Uma hora, talvez uma hora e meia, Xena havia perdido a noção do tempo que ficara naquela sala de banho. Já não estava na tina, estava sentada num banco. Seu corpo estava enrolado numa toalha de banho e, com outra, terminava de enxugar seus cabelos, quase secos, porém ainda úmidos.
Não iria por suas roupas, estavam sujas. Deixaria para colocá-las no outro dia.
Olhou para as suas roupas e viu as de Gabrielle ao lado. O top verde e a saia marrom que repousavam ao lado da roupa de couro de Xena a fez soltar um suspiro triste.
– Parabéns, guerreira estúpida! Você acabou de perder o amor da sua vida... – esticou o braço e alcançou o pequeno top verde. Segurou–o com carinho e levou–o à face, aspirando o cheiro da pele de Gabrielle. Lembrou de como sentia vontade de fazer aquilo, mas com a sua barda dentro dele...
Olhou para a porta. Certamente Gabrielle estaria ali no quarto, pois não sairia sem roupas, por maior que fosse o seu desespero.
Tomou coragem e levantou–se. Ia falar com Gabrielle, pedir perdão por ter sido estúpida, diria que a ama profundamente, que a quer, que a deseja. Tocou na maçaneta da porta e respirou fundo antes de abri–la. Lentamente ela tem a visão do quarto e Gabrielle sentada na mesa dos mapas, mergulhada em seus pensamentos, escrevendo em um pergaminho.
“Não era assim que eu queria que fosse. Definitivamente não. Não sei mais o que fazer, tenho medo de encará-la... Seu olhar me assustou. Tive medo, fui covarde... E o estou sendo agora, mais uma vez.
Essa porta que não abre, ela que não aparece... Quanto tempo já faz? Parece uma vida. Meu estômago está embrulhado. Imagino a porta a abrir e ela saindo com raiva, dizendo que vai embora... Aí eu choro mais uma vez. Não poderei suportar a dor de vê–la partir, mas terei que me conformar, se essa for a vontade dela.
Conformar... Gabrielle, a barda conformada. Por que eu sempre sou assim? Por que nunca luto de verdade por nada? Sempre aceitando tudo calada, acatando, obedecendo... São tantas coisas, tantos pensamentos...
Então imagino novamente essa maldita porta. De lá, ela sai com o seu mesmo olhar frio, então eu tento me mexer, mas... É em vão. Nem pensar eu consigo! Sou mais fraca do que pensara... Só me resta agora esperar... Eu sei que nada disso faz sentido, mas...”
– Gabrielle... – diz Xena tocando os ombros da barda que pula de susto.
– Xena! – diz tensa.
– Escuta, tem algo que eu quero te dizer...
Gabrielle não a encara. Desvia seus olhos para os pés e parece magoada. Xena franziu tristemente a sobrancelha, estava tensa. Não sabia bem o que dizer e resolveu apenas seguir o seu coração.
– Não precisa dizer, Xena... Eu vou entender qualquer decisão que você tomar... – disse a barda.
– Jura? – perguntou a guerreira com um meio sorriso nos lábios.
– Sim, você deve estar com nojo de mim! – disse Gabrielle com os olhos cheios de lágrimas.
Xena procurou um banco, qualquer coisa para se sentar na frente de Gabrielle. Como não o encontrou, ajoelhou no chão de frente para a barda. Tomou suas duas mãos e levou–as aos lábios delicadamente.
Gabrielle se arrepia e seu coração acelera.
– Ouça atentamente... E não chore! – disse a guerreira aparando com o polegar uma lágrima que rolara na face de Gabrielle. – Eu não estou com nojo de você.
– Não? – perguntou com a voz embargada.
– Não! – disse–lhe serenamente. – Você que deve estar me odiando agora... Por favor, me desculpe pelo o que ocorreu lá dentro... Eu fiquei com medo de que... Eu... Fiquei com ciúmes... – a ultima frase foi quase sussurrada e Xena baixou o olhar. – Eu perdi a cabeça... Não deveria ter feito aquilo com você... Eu não tinha o direito...
– É, não tinha... – respondeu Gabrielle ainda tentando processar a informação “ciúme” na sua cabeça. – Mas pelo menos... Se não fosse por isso, você jamais iria saber... – Gabrielle baixou o olhar. – Se veio pedir desculpas, sim, eu te perdôo... Mas é você que tem que me perdoar.
– Por que? Por você me amar?
Gabrielle não respondeu.
– Gabby, você ainda não entendeu? – Xena esticou seu braço e tocou a face da barda enxugando–a novamente. – Aquilo só aconteceu porque eu fiquei cega de ciúmes... Mas... Prometo que isso não vai mais acontecer de novo. Obrigada por me perdoar mais uma vez... Agora se você parar pra prestar atenção no que eu digo, seria bem mais fácil.
Gabrielle realmente não estava se concentrando no que Xena dizia. Mal ela começava a falar, a barda já começava a viajar em seus pensamentos como: “terei que partir”, “não conseguirei mais olhá-la” ou “Deuses!! Como eu a amo!!”.
– Oh. Perdão. Mas... O que disse sobre o ciúme?
– Fiquei enlouquecida de ciúmes por pensar que você estaria apaixonada por outra pessoa.
Gabrielle franziu a testa em dúvida e olhou nos olhos da guerreira. Xena levantou e com apenas um olhar, pediu para que Gabrielle também o fizesse. E ela obedeceu àquele olhar, ficando de frente para a guerreira. Xena novamente toma as suas mãos.
– ... Eu... – gaguejou. Nunca ficara tão nervosa em sua vida. Ela nunca se declarou para ninguém, não sabia o que fazer. De repente as palavras não saíam. – Gabrielle...
– Sim? – a barda esperava ansiosa, seus joelhos tremiam muito. Xena podia sentir o tremor nas mãos de Gabrielle e isso apenas a deixa mais ansiosa.
– O que você me disse lá dentro... Foi... – cada sílaba dita deixava Gabrielle mais ansiosa. Sentiu um nó na garganta e uma vontade enorme de gritar, implorar para que Xena deixasse de suspense e dissesse tudo logo de uma vez.
– Foi...? – dizia pacientemente, tentando esconder a força que crescia dentro de si.
Sentindo que não ia conseguir mais falar, apenas aproximou seu rosto ao de Gabrielle. Com um dedo, Xena ergueu o delicado rosto pelo queixo e fechou seus olhos.
Gabrielle abriu ainda mais os seus e não conseguia se mover. Apenas via aquele lindo rosto aproximar–se lentamente do seu, aqueles lábios perfeitos indo em direção aos seus. Então sentiu a suave respiração quente acariciar sua face, provocando intensas ondas de arrepio. Só então fechou seus olhos para sentir o tão esperado encontro dos lábios...
Xena apenas tocou os lábios nos de Gabrielle suavemente e esperou uma resposta. Sentiu a boca de Gabrielle abrir lentamente e soltar um suspiro para então se entregar a um beijo profundo, cheio de amor e ternura. Xena roçou o lábio inferior nos lábios quentes da barda antes que suas línguas começassem a buscar–se incessantemente.
Gabrielle já havia beijado rapazes o suficiente para perceber que ninguém beijava como Xena. A “sua” Princesa Guerreira era possuidora de um beijo ardente como ninguém possuía. Suas línguas se tocavam, roçavam, exploravam cada pedaço da boca da outra. Xena beijava com extrema volúpia e Gabrielle se entregava àquele deleite.
Xena por sua vez nunca havia experimentado um beijo tão puro, tão suave. Tinha medo que sua vontade, sua “fome”, digamos assim, assustasse a sua pequena barda. Ainda assim não conseguia parar de investir tudo o que estava ao seu alcance naquele beijo. Alternava entre beijos e mordidas suaves, levando Gabrielle a sentir um prazer intenso como apenas um beijo apaixonado assim é capaz de proporcionar. Sentiu então duas mãos na sua cintura.
Gabrielle começava a iniciar o que foi quase um ritual. Xena fez o mesmo. Enquanto se beijavam seus braços se cruzaram num abraço onde mãos exploravam os corpos de maneira quente e delicada.
Seus corpos começavam a se unir, quase colando um ao outro, como se fossem um. Xena se controlava ao máximo. Segurava o impulso de arrancar aquela toalha do corpo de Gabrielle e saciar seus desejos que há tanto tempo estavam reprimidos. Sentia aquele corpo pequeno moldando–se ao seu, colando, apertando–o. Já não reconhecia mais aquela menina pura e indefesa que conhecera, o que estava ali era uma mulher ardente, sedenta de desejo, e isso se traduzia na forma que ela a beijava e suas mãos explorando sua cintura, suas costas, descendo mais e...
Xena solta um suspiro ao sentir a mão da barda segurando sua nádega. Ela pára de beijá-la e olha nos seus olhos verdes que expressavam a mais pura paixão. “Que olhar... estou me perdendo nesse seu olhar, Gabby...” pensou. Sem mais, Xena leva sua mão ao seio esquerdo da barda, por cima da toalha e volta a beijá-la com mais intensidade enquanto sua mão massageava aquele seio firme e a outra a puxava pela cintura.
Gabrielle gemeu. Por um momento, algo as fez parar e se soltarem na mesma hora. Ofegantes e transpirando desejo, elas se olharam. Xena nunca havia visto Gabrielle tão corada. Uma expressão fascinante, excitante... Sim, ambas estavam muito excitadas e não conseguiam pensar direito. Por que haviam parado?
Ambas começaram a rir nervosamente.
– Isso foi bom... – suspirou Gabrielle.
– Sim foi... – Xena concordou. – Mas pode ficar melhor... Se você quiser...
Gabrielle sabia o que aquilo queria dizer. Seu coração ficou mais acelerado do que já estava, aquilo foi mais que um pedido, foi um convite. Por ter ficado em silêncio por alguns segundos, Xena olhou–a desconfiada e corou.
– Ai desculpa... – riu sem graça. – Vamos com calma, não é? Acabamos de...
Seu sorriso se desfez aos poucos quando viu Gabrielle se aproximar. Ela estava tensa, mas caminhava sensualmente em sua direção. Segurou o rosto da alta guerreira com as duas mãos e puxou–os para junto do seu, beijando–a novamente. Mal continuaram o beijo, as mãos de Gabrielle desceram, escorregando pelo pescoço de Xena, alcançando a toalha. “Deuses! Quem é você e o que fez com a Gabrielle?”. Fechou os olhos e sentiu que a ponta da toalha, a qual a prendia entre os seios, foi retirada lentamente. A toalha caiu. Xena se mostrava nua na frente de Gabrielle que a observou com admiração.
Há quanto tempo não sonhava com esse momento? Gabrielle sentiu a umidade entre suas pernas aumentar consideravelmente ao ver sua guerreira nua na sua frente, à sua disposição. Não que ela não tivesse visto antes, mas aquela situação era inédita e mais excitante em comparação a qualquer sonho que já tivera.
Xena estava no seu limite. Sentiu o toque das mãos de Gabrielle nos seus seios, respirou fundo e gemeu baixo, porém o suficiente para que a barda escutasse. Aquele som entrou como uma doce melodia nos ouvidos de Gabrielle que agora salpicava o tórax de Xena com beijos suaves enquanto suas mãos massageavam aqueles dois seios que ela tanto queria.
“Qual será o gosto que eles tem?” pensou Gabrielle olhando para os seios da guerreira, pousando o olhar no mamilo rígido, à espera do toque da sua língua. Seria muita ousadia? Nesse momento Gabrielle vacilou. Lembrou que nunca estivera com uma mulher antes. Mal estivera com um homem!
Xena abriu os olhos e encontrou os olhos de Gabrielle perdidos nos seus.
– Xena, eu... Não sei o que fazer... – disse envergonhada.
Foi inocente, mas provocou em Xena uma centelha de desejo incontrolável. Desta vez obedeceu aos seus instintos. Agarrou Gabrielle pela cintura e ergueu, levando–a para a cama que estava logo atrás delas. Deitou–a com certa rapidez e se instalou em cima da barda, beijando–a intensamente.
Agora era tarde para desistir. Mesmo que Gabrielle quisesse, Xena não ia parar. Disso até mesmo a guerreira estava consciente. Ao pensar nisso, Xena desliza seus lábios para o pescoço da barda e pergunta com uma voz sussurrante e sensual:
– Você quer mesmo?
– Sim, Xena... Me faça sua... – respondeu Gabrielle ofegante e de olhos fechados.
A guerreira levantou seu rosto ficando de frente para a barda. Olhou–a intensamente em seus olhos. Naqueles olhos verdes como o mar, Xena pode ver paixão e medo. Era excitante, sentia que dominava, mas não queria arrependimentos pela manhã... Apenas acariciou seu rosto e Gabrielle desatou a falar:
– Desculpa, estou nervosa... Você sabe, não tenho muita experiência nisso, minha primeira e única vez foi horrível... Digo, foi linda, mas foi ruim, senti dor, depois disso nunca mais eu...
Xena a calou com um suave beijo.
– Confia em mim? – Gabrielle foi pega de novo por aquele olhar azul sedutor. Xena estava linda, sua expressão transbordava amor e desejo e seus cabelos caíam como duas cachoeiras negras ao redor do seu rosto.
– Sim... Você... Sabe o que fazer?
Xena sorriu e a beijou novamente. Um beijo breve e estalado. Depois beijou seu queixo e desceu com a boca pelo pescoço de Gabrielle até chegar ao tórax. Correu com os lábios e a ponta da língua por toda a pele, vendo–a arrepiar. Gabrielle acariciava os cabelos negros de Xena enquanto fechava seus olhos, sentindo cada toque, cada beijo. Desta vez ela que sentiu as mãos fortes da guerreira desatarem a sua toalha cuidadosamente.
Fazendo suspense para si mesma, Xena separa a toalha do corpo de Gabrielle devagar, aproveitando cada pedaço de pele que lhe era mostrado. Com as duas mãos, afastava a toalha pelas pontas até ter a visão completa dos seios que subiam e desciam numa respiração descompassada.
Xena acariciou ao redor de um deles delicadamente. Olhou com atenção cada detalhe continuando a sua carícia. Gabrielle sentia o olhar da guerreira sobre seu corpo e o mesmo incendiava–se, sentia um intenso calor no centro entre suas pernas. “Zeus, nunca senti isso tão forte...” pensava enquanto sentia a mão de Xena no seu seio direito. Gemeu.
Xena roçou o polegar no mamilo rosado, ouriçado, e ao ouvir o gemido de sua amada uma onda de desejo a acometeu mais uma vez. O calor que a barda emanava era intenso, Xena conseguia sentir o calor daquele pequeno corpo sob o dela aumentar, elevando também a temperatura do seu corpo. Levou seus lábios ao seio esquerdo de Gabrielle enquanto o direito era massageado levemente por sua mão.
Gabrielle abriu seus olhos e gemeu mais forte. Sentia espasmos de prazer correndo por seu corpo e suas pernas se moviam quase involuntariamente enquanto sentia a boca quente e úmida de Xena explorar seus seios, lambendo seus mamilos, enquanto a outra mão massageava, pressionava, acariciava...
Xena se deliciava com aquele pedaço de pele tão sensível... Pareciam dois botões delicados de rosas, saborosos... Ela lambia, roçava os lábios, beijava, roçava entre seus dentes, depois repetiu a mesma carícia erótica no outro. Gabrielle gemia em total entrega embaixo da guerreira.
As mãos de Xena desceram pelo corpo da barda, arrancando o restante da toalha que ainda escondia aquele corpo perfeito. Parou e levantou para observá-la. Seu rosto estava corado, suas bochechas estavam vermelhas, seu peito subia e descia... Olhou então para a barriga de Gabrielle, onde seguiu, pela linha do umbigo até seu ventre onde desceu mais e pode contemplar o triângulo entre suas pernas que possuía lindos cachos dourados... Toda a fonte dos seus desejos estavam ali ao seu alcance. Xena voltou os olhos para o rosto da Barda e seus olhos novamente se encontraram. A guerreira olhou para as coxas de Gabrielle, e novamente para seus olhos.
Xena segurou os joelhos da barda separando–os, para que pudesse deitar encaixando–se entre as pernas dela.
Beijam-se...
Xena leva uma mão ao meio das pernas de Gabrielle, sentindo em seus dedos o quão excitada estava. Gemeram juntas. A guerreira iniciava uma massagem naquele lugar sensível com os seus dedos agora molhados, pressionando, acariciando.... Seus dedos exploravam cada pedaço daquela superfície quente, pulsante... Se já era gostoso ver Gabrielle gemendo e se contorcendo de prazer, era ainda melhor ser a provedora disso. Como era bom tocar Gabrielle tão intimamente! Xena se sentia nos Campos Elísios! Sentia que ia explodir a qualquer momento, estava muito excitada, como há muito tempo não ficava. As expressões, os gemidos... Palavras de amor sussurradas por ambas...
Gabrielle se aproximava do seu clímax. Estava feliz, mas não conseguia pensar em mais nada a não ser na sua guerreira que a levava a loucura. Sentia aquele olhar azul em seus olhos, decorando cada expressão. Sentiu que um dedo pressionava delicadamente a sua entrada, Xena olhava em seus olhos esperando por uma aprovação que lhe foi dada apenas com um olhar.
Delicadamente Xena a invadiu. Devagar, pois sabia que a Barda ainda não estava acostumada com aquele tipo de situação. Gabrielle soltou um grito abafado e jogou a cabeça para trás numa tentativa desesperada de buscar por ar.
Xena deitou–se sobre Gabrielle e montou sobre uma das suas pernas. Beijou seu peito, seu pescoço e sua boca até sentir o pequeno corpo relaxar para então iniciar seus movimentos. Ao mesmo tempo, mexia seu quadril sensualmente, molhando a perna da barda com seu próprio líquido.
Ficaram assim por alguns segundos até Gabrielle explodir num poderoso orgasmo que a fez tremer intensamente. Logo depois foi a vez de Xena que deixou seu corpo cair por cima do de sua amada.
Elas nunca pensaram que um dia sentiriam tanto prazer.
Xena aninhou–se no peito de Gabrielle enquanto suas respirações se estabilizavam. Gabrielle acariciava os longos cabelos negros de Xena que estavam espalhados pelas costas da guerreira e as pontas caíam sobre o colchão macio que abrigava as duas amantes. Após um breve momento de silencio...
– Eu te amo, Xena...
– Eu também te amo... – respondeu sorrindo com os olhos fechados. – Sou a mulher mais feliz do mundo.
Adormeceram abraçadas.
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No outro dia Gabrielle acordou e não viu Xena ao seu lado. Olhou pela pequena janela redonda acima da cama e viu que o sol já estava alto. Levantou–se, foi até a sala de banho onde estavam suas roupas. Ao vesti–las olhou–se no espelho... Lembrou do que haviam feito na noite anterior e sorriu.
Lá fora, Xena olhava para o mar enquanto suas mãos ocupavam–se com o timão do navio. Tudo já estava consertado, o vento soprava forte e o barco navegava cortando as águas. Os homens trabalharam durante a madrugada no conserto do navio. Estavam cansados, mas a vontade de voltar para terra firme como homens livres lhes dava novas energias, e trabalhavam à todo vapor sob o comando da alta guerreira de cabelo escuro que, naquele dia, estava rindo a toa. Sente então duas delicadas mãos na sua cintura, deslizando posteriormente para a sua barriga num abraço caloroso. Ela sorriu enquanto a Barda encostava o rosto nas costas da guerreira.
– Bom dia, Xena. – disse Gabrielle.
Xena a colocou de costas, na sua frente, retribuindo o abraço por trás.
– Bom dia... – beijou e aspirou o perfume dos seus cabelos. Tomou as mãos da barda e as colocou no timão e as segurou. – Quer aprender a navegar?
– Sim! – a barda respondeu sorrindo.
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O barco ancorou num pequeno vilarejo Grego. Todos estavam alegres e se despediam das guerreiras enquanto outros levavam os guerreiros de Hirolitos para as autoridades.
– Quero agradecer a vocês, guerreiras! – disse André com um sorriso magnífico no rosto. – O que poderei fazer para retribuir?
– Você já fez me ajudando a escapar dali. – respondeu Xena. – E a regatar Gabrielle.
O jovem ri timidamente.
– Espero vê–la mais vezes, Gabrielle...
Gabrielle sorriu sem graça e olhou para Xena que coçou a nuca, fechou a cara e olhou para os passarinhos.
– Er... Um dia, quem sabe... Espero que você seja muito feliz, André.
Gabrielle e o seu jeito de enfeitiçar as pessoas... Tanto Xena quanto o ex-escravo sorriam com admiração observando a doce lourinha que sorria franzindo seu nariz. Logo, a guerreira encheu–se de orgulho e levou sua mão ao ombro da barda.
– “E ela é toda minha.” – pensou.
André se retirou e agora as duas guerreiras dirigiam–se à estrada. Teriam que is a Tebas buscar Argo e seus pertences. Já na estrada...
– Então é isso que você conclui? – perguntou Gabrielle.
– Sim... Todos aqueles pesadelos que eu vinha tendo não passam do meu medo de te perder...
– Você não vai me perder... – olhou carinhosamente para a sua guerreira.
Riram.
– Xena... – Gabrielle corou.
– O que foi? – perguntou Xena sorrindo olhando para as bochechas vermelhas da barda.
– Você já havia feito aquilo?
Agora a guerreira corou.
– A... Aquilo o que?
– Fazer amor com uma mulher...
A guerreira hesitou um pouco e deu sua resposta negativa.
– Nunca... – respondeu.
– Mas... Como você sabia exatamente o que fazer?
Xena riu repuxando os lábios para o lado e olhando de soslaio para Gabrielle.
– Digamos que... Eu tenho muitas habilidades.
Riram.
– Boa resposta. – disse Gabrielle. – Essa vai ser uma das tantas coisas que você vai me ensinar? Também quero fazer em você... – sussurrou.
– Pode apostar que sim... – respondeu a guerreira sorrindo. – “Foi um resgate emocionante...” pensou.
E seguiram de mãos dadas pela estrada. Agora sim estavam completas...
Fim
Nota:
Argo ficou muito sentida pela sua pouca participação na produção deste episódio, mas nada que algumas maçãs não resolvam.