Minhas paixões, muitas loucuras

Agatha Nit

 

 

Traduzir página Web de:

 

 

Capitulo XXXVIII

***Tati***

 

 

Os dias foram passando e acabei fazendo amizade com Lívia. Ela me contou sobre sua vida. Que era modelo, mas que sua carreira já estava quase acabando, ela tinha 30 anos. No momento só fazia algumas fotos pra revistas e uma vez ou outra desfilava. Sua família era do sul e ela dividia um apê com mais duas amigas.

Ela era legal, meio louca. Me arrastava pra tudo que era festa. Contei a ela sobre minha opção sexual, pra que? A mulher tentava me arrumar namorada de todo jeito. Eu ainda não tinha contado sobre Di a ela.

Já tinha um mês e meio que estava morando em Sampa. Lívia tinha me carregado na noite anterior a um lançamento de perfume do qual ela era garota propaganda. No final da noite eu que tive que carregá-la, a mulher parecia uma esponja de tanto que bebia.

Sábado pela manhã acordei por volta das nove horas, fui até o quarto de hóspedes e Lívia estava dormindo ainda. Pelo visto só iria acordar lá pro meio dia. Aproveitei que ela estava dormindo fui fazer umas compras, a dispensa e a geladeira estavam vazias. Não demorei muito, pois sempre faço compras pra semana, gosto sempre de ter tudo fresquinho.

Já estava aprontando o almoço, quando a campainha tocou. “Quem será! Não estou esperando ninguém!” pensei e logo abri sem olhar no olho mágico. Não acreditei no que vi.

- o que você ta fazendo aqui? – perguntei assustada – aconteceu alguma coisa?
- oi pra você também Tati! – falou me beijando e abraçando. – não me convida pra entrar?
- Lilian como você soube onde eu moro? Já sei aquele boca mole do Pedro, você sempre consegue tirar as coisas dele né!? – ela riu e eu dei passagem a ela – oh! Droga meu arroz. – sai correndo pra cozinha.
- arroz? – ela veio atrás de mim – não acredito! – fez uma cara de espantada – você cozinhando? – começou a rir
- ta! Ta! Eu entrei num curso de culinária e você vai almoçar comigo!
- nem morta! To muito nova pra morrer e ainda tenho dois filhos pra terminar de criar. – falou se acabando de rir.
- ta bom! Mas me diz o que você ta fazendo aqui? - Falei seria.
- é um assunto muito delicado. – falou muito seria.

Ela foi contando, enquanto eu terminava o almoço. Eu não acreditava no que ela falava. Minha mãe depois do que tinha acontecido comigo deixou a promotoria, e depois do meu sumiço ela havia entrado em depressão. Vivia trancada dentro do quarto chorando, ninguém conseguia tirá-la de lá.

- e você quer que eu faça o que? Ela mesma disse que não me queria como filha. – falei tentando segurar as lágrimas.
- você mais do que ninguém sabe que foi no momento de raiva, mamãe em sã consciência jamais falaria isso pra você. Você é o xodó dela, o denguinho. – falou fazendo careta, não pude deixar de rir.

Ficamos conversando, e como sempre ela me convenceu. Eu ia voltar pro Rio com ela à tarde. Ficamos falando de amenidades, quando ouvi a porta do quarto de hóspedes abrir. Pedi um minuto a minha irmã. Peguei a aspirina e um copo de água, e fiquei com eles na mão. Lilian não entendeu nada, até uma linda loira entrar na cozinha de camiseta e calcinha.

- não sei por que você me deixa beber tanto! Ai! – falava Lívia com a mão na cabeça, e pegando o comprimido e o copo da minha mão.
- não sei por que você bebe tanto, no final da noite não sabe nem quem está com você. – Lilian apenas observava curiosa.
- mas eu só bebi alguns drinks. – falou se virando e dando de cara com Lilian. – ops! Não sabia que estava com companhia. – comecei a rir
- Lilian essa é minha amiga Lívia. Lívia essa é minha irmã Lilian.
- mas ela é...
- loira! – eu e Lilian falamos juntas e começamos a rir. Todo mundo falava isso.
- Prazer! - falou Lilian
- bom já que se conhecem vamos almoçar! – Lívia fez uma cara de nojo, devia estar enjoada. Também pudera, acho que bebeu pra mais de dez drinks diferentes.
- to sem fome – falou voltando pro quarto.

Eu e Lilian almoçamos, ela elogiou minha comida. Falou que devia abrir um restaurante, exagerada essa minha irmã.

Peguei uma mochila coloquei algumas roupas. Não ficaria muito tempo por lá. Falei com Lívia pra ela cuidar do apê enquanto eu estivesse fora. E fomos pro aeroporto, Lilian já tinha comprado as passagens antecipadas.

Chegando ao Rio o Pedro já estava a nossa espera, dei um soco no braço dele. Por causa da boca mole. Ele disse que não teve culpa, a Lilian ia contar os podres dele pra Glaucia. Ele era um bicha mesmo.

Fomos pra casa de nossos pais. Quando já se aproximando do condomínio senti minha mãos suarem. Não sabia o que fazer, “e se ela me rejeitar de novo?” isso ficava martelando na minha cabeça. Pedro estacionou em frente a casa. Ele e Lili saíram e eu não consegui sair. Respirei fundo, era a hora de resolver logo isso.

Quando cheguei na sala a família estava reunida, o Leo veio me abraçar, a esposa dele veio também. Papai me deu aquele abraço de urso, que me deixou sem ar.

- onde ela ta? – perguntei a ele
- ela não sai mais do quarto, a gente não sabe mais o que fazer. – falou meu pai com lágrimas nos olhos.
- vou falar com ela – falei indo em direção as escadas

Subi passei pelo meu quarto, dei uma olhada, continuava tudo do mesmo jeito que eu deixei. Fui em direção ao quarto dos meus pais. Parei em frente a porta, ia bater, mas não tive coragem. Hesitei várias vezes, até escutar um choro baixinho, sofrido, doído, que apertou meu coração. Não poderia ficar com raiva dela pra sempre, eu sempre a amei tanto. E também eu tinha uma parcela de culpa no que ela tinha me falado. Eu tinha que ter contado primeiro e não ela saber da boca de outra pessoa.

Abria a porta bem devagarzinho, e a vi toda encolhida na cama soluçando. Tirei meu tênis, coloquei no cantinho perto da porta e fui caminhando até a cama. Parei em sua frente me ajoelhei, passei a mão em seu rosto limpando as lágrimas que caiam. No meu rosto também, eu já não segurava mais. E minha mãe parecia não acreditar que eu estava ali. Ela levantou a coberta e deu espaço pra mim, como sempre fazia quando eu era criança. Eu ri, senti tanta saudade de estar perto dela. Me deitei e me aninhei em seu colo, a abracei com tanta força.

- me perdoa! – falei baixinho, soluçando

Ela me apertou em seus abraços, e começou a beijar minha cabeça.

- só se você me perdoar também. – falou rindo, eu fiz que sim com a cabeça. – eu te amo tanto, você não sabe o medo que tive de te perder naquele atentado. Depois de ter falado aquilo tudo pra você. – de seus olhos rolaram mais lágrimas.
- eu sei mãe! Mas eu devia ter te falado antes. – falei olhando em seus olhos. – agora eu te entendo, mas naquela época aconteceram tantas coisas ao mesmo tempo, que eu fui só prolongando. Eu e a Di já tínhamos decidido que iríamos contar a vocês e aos pais dela sobre a nossa decisão, mas aconteceu o atentado, as coisas ficaram complicadas e eu preferi me afastar.

Minha mãe queria saber mais sobre o meu relacionamento com mulheres, achei até engraçado. Ela me perguntou se eu ia cortar o cabelo e usar aqueles bermudões. Eu expliquei que eu seria a mesma Tati de sempre, só que gostava de mulheres. Depois de muito conversarmos, ela disse que me amava e que se fosse pra eu ser feliz com uma mulher que ela me apoiava. Ficamos abraçadas um tempo.

- agora dona Helena, a senhora vai levantar daí e vai tomar um banho. Por que tem uma família lá embaixo esperando pra ser comandada pela senhora! – ela ficou rindo. Eu estava feliz em ter a minha mãe de volta.

Ela tomou um banho e descemos juntas de mão dada. Mamãe ainda estava com a cara um pouco inchada. Mas tava nitidamente feliz.

Estávamos todos sentados a mesa de jantar, fazia tempos que isso não acontecia. Estavam todos alegres, cada um com seus pares. Olhei em volta, faltava uma pessoa pra me sentir completa. Di.

Depois do jantar fui pro meu quarto, algumas coisas ali me faziam lembrar dela. Deitada em minha cama, tomei uma decisão. Eu ia procurá-la pra nos acertarmos. Contaria tudo a ela, tudo que me fez ficar afastada dela.

No dia seguinte pela manhã, minha mãe já estava de pé, já dando as ordens pro almoço. “O almoço de domingo era sagrado”. Ri desse pensamento. Minha mãe passou e me deu um abraço bem apertado. Como se quisesse ter certeza de que eu estava ali.  E foi pra cozinha. O Pedro desceu pro café, aproveitei que estávamos sozinhos e perguntei sobre Diana, se ele sabia como ela estava. Ele me contou que ela estava viajando e que voltaria na segunda.

Pensei em fazer uma surpresa.

Liguei pro meu chefe e amigo, o Paulo expliquei que tive que viajar por causa de uma emergência familiar e que só voltaria na quinta. Ele me liberou, até porque meu serviço estava pra lá de adiantado.

Liguei também pra um amigo antigo da escola, o Tony Tattoo. Como era chamado agora, ele que tinha feito as minhas duas tattoos. Marquei uma hora com ele antes do almoço; ele ia me atender em casa mesmo. Tomei o café correndo e parti pra lá.

Chegando lá, expliquei a ele como queria. Eram duas tattoos, eu queria no pulso direito um coração com asas e o nome “Di” no meio. E o nome Diana com a data do nosso casamento no dedo anelar esquerdo.

Não deixei que ninguém soubesse. Coloquei um anel nos dedo e no pulso várias pulseiras.

O almoço foi bem tranqüilo, a tarde aproveitei e liguei pra Andréia e pra Michele. Minha prima veio voando pra casa dos meus pais. Colocamos o papo em dia. Ela tentou saber o porquê que eu tinha ido embora, mas eu nada disse.

No dia seguinte pela manhã fui a casa de Andréia, Lola ficou doidinha ao me ver. Rosnava pra qualquer um que chegasse perto, foi muito engraçado. Falei com Déia sobre Di, mostrei as tattoos, ela disse que era louca. Ri da cara que ela fez. Passamos a tarde juntas, ela me colocou a par de tudo o que estava acontecendo em nosso negócio, assinei algumas papeladas. Já estava quase dando a hora de Di sair do trabalho. Me despedi rápido de Andréia.

No meio do caminho passei numa floricultura e comprei lírios, ela adora lírios. A vendedora fez um arranjo lindo, segurei com maior carinho pra não amassar.

Fiquei parada em frente ao fórum esperando dar a hora, faltavam poucos minutos, pra ela ser liberada. Avistei Bia de longe e em seu lado a minha Di, linda, usava um terninho rosa, os cabelos presos em um coque. Meu coração não cabia no peito de tanta felicidade.

Saí do carro e fui em sua direção. Tinha algumas pessoas ainda entrando no fórum e outras saindo, mas eu não a perdi de vista. Já estávamos a alguns metros de distância. Quando um cara entrou na frente dela com um buque de rosas, eu estanquei na hora. Não quis acreditar; o tal do Rafael de novo! Ele entregou o buque e lhe deu um beijo apaixonado.

“cheguei tarde!” – pensei, no instante que eles pararam de se beijar; os meus olhos e os de Diana se encontraram. Não ia suportar ver mais aquilo.

Virei de costas e caminhei o mais rápido possível, joguei as flores na primeira lata de lixo que vi. Um táxi vinha encostando pra deixar um passageiro, entrei.

- aeroporto nacional, por favor.

Ali deixei as lágrimas caírem.

 

 

Capitulo XXXIX

***Diana***

 

Depois que li aquela carta da Tati, eu não conseguia pensar em nada. Se antes comer era difícil agora então. Minha vida tava apática, o meu brilho era Tati.

Tentei procurá-la, “mas onde?”. Só tinha uma pessoa que saberia onde Tati estava. “Andréia”. Fui pro bar, tentei de todas as formas, mas ela sempre se esquivava dizendo que não sabia. Então mudei de tática, fiquei escondida esperando ela sair. Não demorou muito e ela entrou no carro, eu fui seguindo-a, ela pegou a ponte Rio – Niterói e eu fui atrás mantendo certa distância. Ela pegou um dos acessos a Copacabana e continuei atrás, mas num determinado momento ela passou e o sinal fechou, não pude avançar. Ainda tentei ficar olhando pra onde ela estava indo, mas ela entrou numa rua. Quando o sinal abriu ainda tentei procurá-la. Mas seria impossível, não sabia pra onde ela tinha ido. Eu tinha certeza que ela foi encontrar a Tati.

Voltei pra casa, não sabia mais o que fazer. A Tati tava sendo tão infantil, a gente tinha que conversar, queria saber por que ela estava fugindo. Falei com Lilian, mas ela também estava procurando pela Tati, ninguém da família sabia onde ela estava. Ela tinha ligado pro Pedro avisando que estava bem e que depois ligaria.

Os dias que passaram foram um horror, meu humor estava péssimo. Minha mãe me obrigando a comer. A fazer coisas com ela, queria saber pra onde fui com quem eu estava. Ela nunca tinha feito isso. Ficava em cima o tempo todo. Aquilo me irritava mais ainda.

Algumas noites alguém ligava pro meu celular, mas era um número restrito. Eu atendia e escutava uma respiração do outro lado, sabia que era ela, mas logo desligava.

Já tinham se passado quase duas semanas, os telefonemas a noite pararam. Meu coração ficava mais apertado a cada dia. A saudade dela era muito grande. Eu deitava na cama todos os dias pensando no que aconteceu o que eu fiz de errado pra ela ir embora.

Meus pais sempre me perguntavam o que estava acontecendo, mas eu sempre desconversava. Então numa noite, nós estávamos jantando e minha mãe começou:

- como foi seu dia? – olhou seria pra mim
- bom! – só disse isso e voltei pro meu prato
- convidei o Rafael pra vir jantar aqui amanhã. Ta bom? – aquilo foi mais uma intimação do que um comunicado.
- ta – eu não estava muito a fim de discutir.

O Rafael depois do ocorrido no dia em que nós brigamos, tinha ido pra uma clinica de reabilitação fazer tratamento contra o álcool. Ficou por lá uns três meses, ai quando ele saiu, veio pedir desculpa pelo que tinha acontecido. Eu aceitei, porque sabia que no dia, aquele que me agrediu não era ele. A Tati sabia, mas não gostava que eu falasse no nome dele, acho que ela ainda sentia ciúmes.

No dia seguinte, trabalhei normalmente. Por mim ficaria lá no trabalho pra sempre, por que o único modo de eu esquecer de Tati era me envolver nos problemas dos outros. Cheguei em casa um pouco tarde, o Rafa já estava lá. Tomei um banho rápido e voltei pra sala.

Realmente ele estava mudado, até o jeito de falar, estava mais calmo. Ele contou que estava terminando a faculdade de direto que tinha largado, e que conseguiu um estágio em um escritório. Fiquei muito feliz por ele, que estava se mostrando um rapaz muito diferente do que eu tinha conhecido.

O jantar correu normalmente, a não ser pelas insinuações da minha mãe pra que eu o namorasse. Aquilo já estava me dando nos nervos. Mas contava até mil, pra não explodir. Minha vida já estava partida em mil pedaços e mais essa agora, minha mãe me empurrando pra ele, não, nem pensar. Depois que ele foi embora minha mãe ainda tentou conversar, mas eu disse que estava cansada e fui pro quarto.

O mês passou rápido, o trabalho estava me consumindo um pouco, o que me ajudava a passar o dia, a noite decidi fazer um curso de aprimoramento na minha área, que era na vara de família. Minha vida tava uma correria, só ia pra casa pra dormir, que era o único momento em que pensava em Tati, e sonhava com ela, nos momentos que passamos na Bahia, tudo que tínhamos vivido. Eu e o Rafa nos tornamos amigos, claro que não contei a ele sobre Tati.

Era uma sexta-feira, tinha conseguido sair cedo do trabalho. Meus pais tinham planejado passar o final de semana na casa dos meus avós, e eu estava precisando de um descanso, aproveitei pra acompanhá-los. Nossa o final de semana foi incrível, minha avó fez todas as minhas vontades como sempre. Voltamos no domingo a noite, na verdade de madrugada.

No dia seguinte estava me sentindo tão leve, não sabia por que. Uma felicidade, até Bia estranhou.

- menina que passarinho você viu na fazenda? – falou rindo
- não sei, hoje acordei feliz, só isso! – falei rindo
- e a felicidade tem nome.
- você só pensa nisso ein! – dei um tapa no braço dela – não! Não tem nome nenhum não.
- pensei que tivesse um tal de Rafa envolvido nisso!
- você mais do que ninguém sabe que somos só amigos. – falei séria
- é, mas os olhares dele pra você, não são nem um pouquinho de amigo. – falou rindo e fazendo uma careta.
- boba! Deixa eu ir, que tenho mais o que fazer.

Passei o resto da tarde tranqüila, o mais engraçado é que aquela sensação não saía do peito. Estava sentindo que alguma coisa boa iria acontecer.

Na saída do trabalho encontrei com Bia, eu não conseguia parar de sorrir e ela sempre implicando comigo. Já estávamos perto do portão, quando do nada o Rafa parou na minha frente com um buque de rosas, dizendo que me amava e me pediu em namoro. Fiquei sem reação, ele então passou a mão na minha nuca e me beijou. Um beijo áspero, não correspondi, coloquei a mão em seu ombro e o afastei.

Não acreditei no que ele fez, quando ia soltar os cachorros em cima dele. Desviei os olhos um instante e a vi. Era Tati com um buque de lírios, pisquei várias vezes pra ter certeza, ela estava chorando, ela viu o beijo. Entrei em desespero, empurrei Rafael pro lado e fui em sua direção, mas ao mesmo tempo tinha várias pessoas saindo e me atrapalharam um pouco e a perdi de vista. Quando cheguei ao local onde ela estava só encontrei as flores jogadas no lixo.

- o que aconteceu? – Bia perguntou preocupada
- ela tava aqui. – falei, as lágrimas corriam em meu rosto. – e ela viu o beijo.
- aqui aonde? Cadê ela? – falou procurando-a
- eu não sei! – olhei pra todos os lados – ela estava aqui eu sei que estava ela é a única que sabe que eu gosto de lírios. – falei mostrando o buque.

Eu não podia estar imaginando coisas, só tinha uma pessoa que podia me ajudar “Michele”. Peguei o telefone e liguei rápido pra ela. Que me disse que Tati estava na cidade e que hoje ela iria me fazer uma surpresa, e que queria muito conversar comigo.

Bia me levou pra casa. Rafael, sei lá o que foi feito dele.

“Meu Deus por que nada ta dando certo pra gente?” era a única pergunta que eu me fazia sempre. Todas as vezes que estávamos juntas alguma coisa acontecia pra nos separar.

Adormeci com esse pensamento.